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28 de dezembro de 2017

Resumo de 2017 e objetivos para 2018

Mais de 3 anos após o último post, resolvi voltar a escrever.
Não vou fazer uma retrospetiva do que aconteceu neste período porque não vale a pena. Apenas dizer que entretanto se passaram 45 provas, entre elas 5 maratonas (uma deles onde bati o meu recorde pessoal que está em 3h40m54s a 30 de maio de 2015 em Estocolmo), 10 meias maratonas e o resto provas de 15 e 10km.
Após 3 anos consecutivos quase só a treinar para maratonas, decidi que 2017 seria o ano em que não faria nenhuma, nem seguiria nenhum plano de treinos. Uma espécie de ano sabático em que só treinava quando me apetecesse e sem o mínimo de pressão.
Participei em 11 provas de estrada:
  • 3 Meias maratonas - Cascais (fevereiro), Lisboa (março) e Descobrimentos (dezembro)
  • 1 de 17km - G. P. Fim da Europa
  • 2 de 15km - Corrida dos Sinos e 1º de Maio
  • 5 de 10km - SL Benfica, Tejo, Montepio, D. Dinis e GP Natal
Curiosamente e sem treino específico, acabei por bater este ano os meus recordes pessoais:
Por tudo isso, 2017 foi um excelente ano em termos de resultados. Dos vários recordes obtidos destaco o sub-1h40m na meia maratona porque era um dos grandes objetivos que tracei em 2012 quando comecei a correr e a escrever este blog  (ver aqui).

Ao longo destes 5 anos a corrida tem-me trazido bons amigos e com eles partilhamos muitos momentos e aventuras. Sinto um orgulho enorme quando os vejo triunfar, mas também quero lá estar para os abraçar quando as coisas correm menos bem, porque sei o quanto se esforçam e dedicam para melhorar constantemente. À parte dos feitos pessoais, este ano, estive em três provas apenas com a missão de acompanhar 3 desses amigos, na tentativa de os ajudar a alcançar os seus objetivos.

A primeira foi em setembro, na Corrida do Tejo em que a Luísinha queria fazer menos de 47 minutos nos 10km. Infelizmente as alergias e consequentemente as dificuldades em respirar corretamente, fizeram com que não fosse possível e cortámos a meta em 48m01s. A garra e as capacidades desta miúda são enormes e rapidamente "se vingou" deste resultado menos bom e passado um mês fez logo 45m46s no Corrida do Montepio.



A segunda foi em setembro, na Maratona de Lisboa. O Adelino queria baixar das 4 horas e eu disponibilizei-me para o acompanhar desde o km12 até à meta (cerca de 30km). Infelizmente também não foi possível devido às fortes cãibras nas pernas que o atormentaram desde o km34 até perto do final, terminando a prova com 4h13m55s. Acompanhei-o em alguns treinos longos na sua preparação para esta prova e sabia que ele estava muito bem física e mentalmente, mas como já disse várias vezes, para que uma maratona corra bem, para além do treino, temos de ter a sorte que no dia tudo seja perfeito, porque as probabilidades de algo correr mal e deitar tudo a perder, são grandes. Este amigo é forte e persistente e por isso 2018 será o ano em que irá alcançar grandes marcas nos desafios a que se irá propor.



A terceira foi no início de dezembro, no G.P. de Natal. A Susana disse-me que gostava de fazer sub52, depois de em outubro ter tido o seu melhor tempo aos 10km na Corrida do Montepio com 53m30m (seria uma melhoria de mais de 1m30s em mês e meio). Acompanhei a sua preparação e acreditei sempre que seria capaz (Foco e Determinação, são dois apelidos desta miúda). Talvez até mais do que ela, estava ansioso porque as duas provas anteriores em que me tinha proposto ajudar um amigo, as coisas não tinham corrido como desejado. Ainda para mais, a Susana fez a loucura de me dizer que tinha total confiança em mim e que ao longo de toda a prova não iria olhar para o relógio, facto que ainda me deixou mais nervoso, com o peso da responsabilidade. Felizmente ela fez uma corrida exemplar e não só baixou dos 52 minutos como se aproximou muito dos sub50 (será sem dúvida em 2018) e cortou a meta com 50m25s.

Os resultados das três situações foram diferentes, mas em todas elas no final, depois do abraço, ouvi um "Obrigado" e isso vale mais que qualquer medalha ou diploma. Assim como eu o faço, quando são estes e outros Amigos a puxar por mim e a dizer que acreditam.
Obrigado a todos os meus Amigos que a corrida me trouxe. Gosto muito de vocês.
A todos um excelente 2018 cheio de saúde e sucessos pessoais e desportivos para vocês e respetivas famílias.


Objetivos para 2018 - Um só. Baixar as 3h40 nos 42,195kms

O propósito de decidir não fazer nenhuma maratona em 2017, para além do tal cansaço, físico e mental, de passar o tempo a treinar para maratonas, prende-se também com o facto de 2018 ser o ano em que irei celebrar o meu 40º aniversário. Por se tratar de um número sempre marcante (a tão famosa entrada nos "entas"), decidi que me irei aplicar para baixar as 3h40m na maratona e assim riscar mais um dos objetivos traçados na tal lista de Abril de 2012,
Será esse o grande e único objetivo para o próximo ano.
O plano será apostar forte para o dia 14 de outubro em Lisboa. Caso não consiga tenho depois o Porto no dia 4 de Novembro.


Até breve e divirtam-se. Principalmente, divirtam-se a correr.
#sejamfelizes #sorrirsempre

8 de outubro de 2013

Vodafone Meia Maratona RTP Rock ‘n’ Roll

Domingo foi o dia de fazer a minha 3ª meia maratona. (aviso já que o texto ficou um pouco longo)
Depois do percalço da estreia na Ponte 25 de Abril e das "rampas" das Lampas, tinha como principal objetivo bater o meu record pessoal (1:57:59h nas Lampas) e estava confiante que conseguia.
O meu amigo Vitório tinha lido que devemos traçar sempre 3 objetivos numa prova, o "bom", o "muito bom" e o "excelente". Como sigo muitos dos seus ensinamentos, defini então 1:57:58h (5:35m/km) como "bom", sub-1:55h (5:24m/km) como "muito bom" e sub-1:50h (5:12m/km) como "excelente".

Combinei com ele à minha porta às 7:30h para nos encontrarmos com a minha mãe, que tinha feito a inscrição na 1/2 Maratona pela EDP, mas que iria apenas fazer a Mini (ler nota final), no metro da Pontinha e encontrarmo-nos com ex-colegas dela já na Gare do Oriente e também com o Bruno, às 8:30h.

O Vitório e eu na Gare do Oriente
Todos estavam no ponto de encontro à hora marcada à exceção do Bruno (nada a estranhar, portanto).
Não tínhamos pressa, nem intenções de partir lá na frente, por isso, ao chegar à ponte, fiquei só com o Vitório (que ia fazer a prova ao meu ritmo) e o resto do grupo foi andando. Deu para fazer um xixizinho nas calmas e ainda encontrei a Anabela mais alguns elementos da sua equipa. Às 10:10h o Bruno juntou-se a nós, bem a tempo de fazermos um aquecimento a trote até à zona da partida.

Combinámos o ponto de encontro na chegada, desejámos boa sorte e foi dado o tiro de partida.
De início houve alguma da confusão normal, mas não fez grande diferença porque já estávamos a contar com isso e fomos sempre com o ritmo controlado sem ser necessário fazer muitos ziguezagues. Disse ao Vitório que iria naquela fase mais pela direita para ver se via a minha mãe (que eu pensava que iria a um ritmo de (quase) caminhada (não sei se cheguei a passar por ela até à divisão da Mini com a Meia, o certo é que não a vi).

Até ao km 11 conseguimos um ritmo médio de 5:07m/km e senti-me muito bem. Aproveitei aqui para tomar o meu gel e abrandei um pouco por causa dos receios de descontrolar a respiração na altura dos abastecimentos (km 11 a 5:21m/km). Os kms 12 e 13 foram feitos a 5:13m/km. Mas ao km 14 senti uma quebra física. Disse ao Vitório que iria aproveitar o abastecimento de banana e laranja para andar enquanto comia e que depois o apanhava. Ele foi correndo muito devagar e sempre a olhar para trás. Pouco depois retomei o ritmo a que vínhamos antes e juntei-me a ele. Nesta fase disse-lhe que ao km 17 iria tomar o segundo gel, para depois tentar acelerar um pouco nos kms finais. Precisava de água para acompanhar o gel e chegámos ao km 17 sem nenhuma. Pensei que havia um abastecimento nesta altura mas afinal era só ao km 18. Comecei a andar, tomei o gel e bebi bastante água. 

Voltei a correr e disse ao Vitório que o objetivo "excelente" já estava fora de alcance, mas que não iria deixar escapar o "muito bom". A resposta dele foi "Andamos nisto das corridas para libertar stress ou para acumular ainda mais? Para que interessa o tempo, se acabarmos completamente esgotados e sem nos termos divertido?". Estas palavras foram como uma chapada, e serviram para me despertar daquela apatia em que vinha há alguns kms. (na imagem ao lado conseguem ter uma real noção das minhas quebras de performance)

O Vitório apercebeu-se dessa minha melhoria e perguntou se me aguentava aquele ritmo até ao fim. Disse-lhe que sim e ele resolveu acelerar, fazendo os dois últimos kms a 4:45 e 4:14 respetivamente (só para verem a frescura com que ele vinha ao fim de 18km e 1:33:00h de corrida).

Cumpri o que lhe prometera e aguentei-me bem nos kms finais. Cortei a meta com o tempo de chip 1:53:06h o que para os meus objetivos para esta prova se enquadra no "muito bom".


Bruno, Vitório e eu



Nota Final: 
No autocarro a caminho da ponte a minha mãe diz-me:
- 7km é muito pouco, achas que é complicado fazer os 21 a andar?
- Nem penses nisso. Fazes os 7km da mini e depois se vires que estás bem, andas por ali pela zona do Parque das Nações. Ao menos já estás perto da zona de chegada.
- Ah, ok.
Por volta dos 13km, já depois do retorno junto ao Jardim do Tabaco, o Vitório pergunta-me:
- A tua mãe vinha à Meia?
- Não. Achas que sim? Tinha dorsal de Meia mas vai só fazer a Mini.
Uns metros à frente oiço chamarem por mim. Olho e vejo a vir em sentido contrário, nada mais, nada menos que a minha mãe a andar com um casal amigo. Fiquei maluco e gritei-lhe (mas em tom de pedido).
- Volta para trás, mãe. Isto é muito duro e ainda falta bastante para darem a volta.
Acho que ela ainda me disse qualquer coisa, mas já não consegui perceber.
Liguei-lhe bem depois de terminar a prova para saber onde vinha e como estava.
- Não te preocupes. Já só nos faltam 3km.
Os três já no km 19 (a minha mãe à esquerda)

Durante anos fui fazer a mini maratona da Ponte 25 de Abril e pensava "Os 21km é muito complicado, e não é para qualquer um. Para o ano tenho de me preparar com antecedência e faço". O certo é que só este ano, depois de começar a correr com regularidade há 8 meses, cumpri esse sonho. Entretanto vem uma pessoa que costuma caminhar 2 ou 3 kms por dia, resolve desobedecer às recomendações do filho e aos 7kms, segue em frente e faz os 21,095km (até aos 7 fizeram sempre a correr depois é que foram a andar).

Diploma oficial da minha mãe




4 de outubro de 2013

Dia M

Este domingo vai ser o dia M. De Mini, Meia e Maratona.

Há exceção do André, todos os elementos do blog irão estar participar Meia Maratona de Portugal. Eu (7042), Pedro (7057), Vitório (7105) e Bruno (6994). (Entre parêntesis é o número do dorsal de cada um).
Se se cruzarem com qualquer um de nós façam o favor de nos cumprimentar.
Tiago
Em termos pessoais, esta será a minha terceira meia maratona e como objetivo, tenho apenas o de fazer melhor que 1h57m55s, que foi o meu melhor tempo nessa distância e obtive-o na 37ª Meia Maratona de São João das Lampas. Quero apontar para fazer entre a 1:50h e a 1:55h, mas também vai depender muito da (normal) confusão inicial que esta prova tem.

Este post serve também para felicitar todos os meus amigos que, à mesma hora, irão partir de Cascais para fazer 42,195km, tanto os que se vão estrear na distância, como os repetentes. (não vou mencionar nomes porque são bastantes e de certeza que me iria esquecer de algum)

Só o facto de estarem presentes na partida é um enorme feito, porque a maratona de domingo é apenas a última etapa de uma longa preparação que já iniciarem à alguns meses e que acompanhei de perto (alguns fisicamente, outros virtualmente), com muitos kms percorridos, muito suor, cansaço, uns treinos bons, outros menos bons, mas todos fizeram esse trabalho na perfeição e estão mais do que preparados para o que aí vem.

Vou estar a fazer os 21,095km, mas a pensar em todos vocês e ansioso por saber que tudo correu bem. Se as pernas "disserem" que estão cansadas corram com o coração. Metam a cabeça a funcionar e lembrem-se que para cortar a meta é só ir metendo um pé à frente do outro.

Uma palavra também para todos os que irão fazer a Mini Maratona. Lembrem-se que são muito melhores do que aqueles que ficam no sofá. E adaptando um anuncio "Quem corre 7, um dia vai correr 42".

Seja os da Mini, Meia ou Maratona, façam o favor de se divertirem e de no final colocar um sorriso nos lábios.

Até domingo.

9 de setembro de 2013

37ª Meia Maratona São João das Lampas

Sábado foi dia de ir até à vila de São João das Lampas, para participar na 37ª edição da meia maratona local. Naquela que é a mais antiga meia maratona de Portugal.

A prova está inserida nas festas da vila e conta com uma organização de fazer inveja a muitas outras provas em que participei e com muito menos recursos disponíveis. Vê-se que é uma prova organizada por quem corre e gosta da corrida (obrigado Fernando Andrade e toda a equipa que o acompanha). Também por isso quem vai, quer voltar no ano seguinte e faz com que esta seja a mais antiga meia maratona de Portugal.

Fui com o André e chegámos a São João das Lampas por volta das 15:30h. O principal local de estacionamento estava bem sinalizado e julgo que era suficientemente grande para todos os participantes. Neste local havia também balneários e foram instalados chuveiros no exterior para quem quisesse tomar banho no final.
O André junto do local onde deixámos o carro
Fomos até à zona onde estava colocada a partida (e a meta), na principal avenida da vila, (para levantar os dorsais) e onde havia também muita animação, com carroceis, montanha- russa, música e "barraquinhas" de petiscos.
Levantámos os dorsais e entretanto chegou o Pedro Quaresma.Fizemos os 3 um ligeiro aquecimento e deu para trocar umas palavras com alguns amigos atletas, como o Miguel Quintaninha, o Ildebrando, o Pedro Carvalho e a Carla, a Isa e o Vítor Gonçalves. Já quase na hora da partida juntou-se a nós o Zé Tó.

Por saber que estou longe da minha melhor forma, ser a minha 2ª meia maratona, e o trajeto ser bastante acidentado (não é por acaso que chamam a esta prova São João das "Rampas"), não tinha objetivos de tempo, mas o pensamento em tentar fazer abaixo das 2 horas estava presente. Por isso disse ao Pedro e ao André que não os iria acompanhar e ia com o Zé Tó. E assim foi desde o tiro de partida.

Fomos praticamente a conversar durante toda a prova (exceção feita numa ou outra subida), sobre o trajeto, quantas subidas ainda teríamos de enfrentar, o estado dos nossos estômagos (primeiro o dele e mais tarde o meu), as próximas provas, o tempo, etc.
Sabíamos que os abastecimentos seriam aos 5, 10, 15 e 20km, por isso ficámos espantados quando perto do km 3, vimos escrito no chão "Água 30m". Pensámos "ah, não é possível, ainda falta bastante para o km 5". Um pouco mais à frente percebemos a mensagem. Tratava-se de um simpático morador que tinha colocado duas mangueiras penduradas, a fazer de chuveiro para os atletas se refrescarem. Não posso precisar o número exato mas ao longo do percurso (para além do constante apoio das gentes dos locais que a prova atravessa) devemos ter passado por mais uns 15 chuveiros.

Perto do km 10 o Zé Tó teve uma ligeira indisposição e disse-lhe para andarmos um pouco. O estômago acalmou e ao fim de 50 metros retomámos a corrida. Ao km 15, fui eu quem senti problemas de estômago e voltámos a ter que andar um pouco. Mesmo com estas quebras de ritmo, estávamos a fazer um tempo que nos permitia fazer a prova em menos de 2h.




Ao km 18, tivemos aquela que seria a última subida e senti uma picada forte no gémeo esquerdo, que me dificultava a corrida porque a subir apoiava mais a parte da frente do pé e isso fazia com que forçasse mais o músculo. Disse várias vezes ao Zé Tó para seguir que eu chegaria à meta, mas ele insistiu que iria comigo até ao fim. Já a meio da subida, íamos a andar (pela terceira vez) e ele disse-me "Já não conseguimos as 2 horas, mas não faz mal". Olhei para o relógio e respondi-lhe "Isso é que era bom, vamos mas é embora que conseguimos de certeza". A subida terminou logo a seguir, a partir daí conseguimos meter um ritmo forte e fazer os kms finais a uma média abaixo dos 5m/km. Cortámos a meta com um tempo oficial de 1h57m59s. Objetivo sub-2h (não sendo importante) foi superado.





No final, água, placa de madeira alusiva à prova, pacote de batatas fritas, saco com 3 bolinhos, t-shirt técnica, gelado (que não me apeteu comer) e melancia (que comi umas 4 fatias). :)
Depois foi esperar pelo Pedro (2h10m45s) e pelo André (2h19m28s) que estiveram muito bem. Despedimo-nos do resto da malta amiga e viemos embora.
Eu, o André e o Pedro, antes do regresso a casa

Conto regressar para o ano, a esta prova que gostei muito, mas também para participar na festa pós prova, com os petiscos, convívio e bailarico.



6 de setembro de 2013

Vodafone Runner

A Vodafone disponibiliza inscrições gratuitas para a Maratona, Meia Maratona e Mini Maratona, a realizar no dia 6 de Outubro em Lisboa. Para isso basta instalar no telemóvel a aplicação Vodafone Runner (Google Play, App Store).


22 de julho de 2013

Tudo (quase) perfeito.

Ao desafio que lancei no post anterior (treino longo Odivelas-Amoreiras-divelas), responderam afirmativamente nada mais, nada menos que o "Dean Karnazes da Amadora" e o "Kilian Jornet de Odivelas", também conhecidos por Vitório e Ildebrando, respetivamente.
Só pela apresentação dos atletas, podem perceber na embrulhada em que me enfiei. O Vitório para a semana vai fazer os 43km da Ultra Maratona Atlântica (Melides-Tróia), o Ildebrando está a preparar com rigor a sua primeira maratona a realizar em Outubro.
Tal como combinado às 6:30h, estava tudo a postos para dar início ao treino.
Ildebrando, Vitório e eu (só ao chegar a casa reparei que enquanto eu
sorria inocentemente para a foto, o sorriso deles já tinha algo de maléfico).   :)
O ritmo médio pensado inicialmente seria de 5:45m/km e sabia que para as coisas não fugirem ao previsto teria que ser eu a controlar o relógio e a pôr travões nos meninos. O primeiro km foi feito perto dos 6 minutos, mas os 2 seguintes já foram a 5:30. Ao km 4 chegamos à Calçada de Carriche e naturalmente fomos novamente para os 6m/km. Já no Lumiar e em terreno plano avisaram-me que como a subida tinha sido lenta, era necessário acelerar um pouco também para compensar depois a subida que iríamos ter ao km 11 na do Marquês de Pombal para as Amoreiras (estão a ver a raça desta malta).

Como no dia 3 de Agosto vou fazer o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos, e ainda não tinha experimentado correr com a mochila*, resolvi levá-la para este treino, com quase 2 litros de água, bolachas, gel, barra de cereais e papel higiénico (para simular o que irei levar para o trail).
Os meus amigos não levaram rigorosamente nada e, por isso, por duas vezes perguntei se não queriam parar para beber água (não tanto por estar preocupado com eles, mas sim para eu aproveitar esses momentos para descansar). Só ao km 16, resolveram parar num posto de gasolina. "Ah que bom, finalmente vou conseguir recuperar o fôlego por uns instantes." (pensei eu), mas ao fim de 30 segundos "Vá, embora temos de continuar para as pernas não arrefecerem". E pronto lá tive que seguir viagem ainda com os pulmões bem perto das amígdalas.

Os kms seguintes fizeram-se praticamente sempre em plano e a descer e o km 19 foi até o mais rápido de todos (5:16m/km). Depois disso, o cansaço já era muito e comecei a sentir dores em ambos os pés, sinal de duas "belas" bolhas. Avisei os meus companheiros de corrida que iria apenas "arrastar-me até aos 21,5km, para bater o meu recorde pessoal de distância e que depois iria andar no km que faltava até casa, por isso, eles podiam seguir o ritmo deles que eu ficava bem. E assim foi, parei aos 21,58km, com 2 recordes pessoais (distância e 1/2 maratona), muito satisfeito com a minha prestação e mais ainda por eles terem continuado esse último km, por seria muito mau para mim sentir que tinha prejudicado (mais ainda) o ritmo de treino deles.

Concluindo, foi um treino com um grau de satisfação de 99% (apenas falhou, por não ter conseguido atingir os 25km pensados inicialmente). O tempo estava muito bom para correr, a companhia foi excelente e tivemos 2 horas de muita conversa boa, apenas interrompida da minha parte na subida para as Amoreiras, onde avisei logo que só falaria no final da mesma. Muito obrigado aos dois pelo companheirismo, animação e paciência.


Ficou sem dúvida a vontade de repetir, mas em terrenos mais acidentados (trail), quando os calendários de férias e objetivos de treino o permitirem.

Fica a foto resumo e o link para os detalhes do treino:




*De início foi um pouco estranho correr de mochila devido ao peso extra, mas depressa essa sensação desapareceu e não senti qualquer incómodo. A mochila molda-se muito bem às costas e ao peito. Para os trails/treinos longos que penso fazer, acho que serve muito bem. Passou com nota muito positiva neste primeiro teste.


26 de março de 2013

Sou 1/2 maratonista

Só posso colocar este título no post, porque tenho um AMIGO chamado Vitório Damas.
Cruzei a meta 2h03m29s após o tiro de partida e agradeci-lhe do fundo do coração o facto de ser ele o responsável por ter conseguido concretizar um sonho.

Sem me alongar muito vou tentar explicar o para mim inexplicável. Para se ter uma melhor noção de como foi a minha prova, coloco já a imagem com os tempos por km.



Dos 0 aos 5km - Partimos mesmo à frente e por isso deu para colocar logo um bom ritmo, deixámo-nos embalar e depois com a descida para Alcântara chegámos ao km 5 com um ritmo médio de 4:35m/km.

Dos 5 aos 15km - Sabíamos que o ritmo inicial tinha sido forte, e não o podíamos manter, por isso, resolvemos abrandar para perto dos 5m/km e fizemos esses 10km em exatamente 50 minutos.

Dos 15 aos 20km - Pouco depois do km 15, comecei a sentir um cansaço enorme e a ver que estava a ficar 1 a 2 metros atrás do Vitório e sem forças para o acompanhar. A acompanhar o cansaço físico desmoralizei muito psicologicamente, primeiro por estar a passar junto à meta e saber que ainda teria que ir até Algés, segundo por nesse preciso momento sermos passados pelo "balão da 1h45m". O Vitório incentivou-me sempre e disse para não ligar a isso, porque o "balão da 1h45m" ia num ritmo muito elevado (talvez para 1h40m/1h42m). Disse-lhe várias vezes para ele seguir, mas respondeu-me sempre que esta era a minha prova e que iria comigo até à meta (pensei para mim que assim que ele arranca-se eu pararia imediatamente de correr e voltava logo ali para trás em direção à meta, sem ir dar a volta a Algés. Desistir era a única palavra que tinha na cabeça).
Os kms 17 e 18 foram de um sofrimento pelo qual nunca tinha passado e o corri foi praticamente por instinto. Cada passo que dava a caminho de Algés (ponto de retorno), era mais um passo que me fazia afastar da meta e que teria de percorrer no sentido inverso.
Finalmente alcançado o ponto de retorno, não aguentei e disse ao Vitório que teria mesmo que andar, mas o andar foi substituído por um cambalear, e tive que ser amparado por ele para não cair. Fomo-nos encostando à berma para não atrapalhar os outros atletas e assim que cheguei ao passeio deite-me na relva, sentindo-me bastante tonto. O Vitório levantou-me as pernas e aos poucos fui recuperando.

Quero agradecer aos muitos, conhecidos ou não, que nesse momento por mim passaram e mostraram preocupação pelo meu estado (lastimável).
Ao fim de 5 minutos deitado (pelas contas do Vitório), consegui levantar-me e sempre apoiado nele comecei a andar. Entretanto bebi água e chegámos ao abastecimento das bananas. Comi uma e aos poucos comecei a sentir-me melhor. Um pouco mais à frente comecei a andar sozinho.

Dos 20km à meta -  Ao entrar no km 20, consegui levantar os dois pés do chão (algo já parecido com correr), e daí até ao final ainda consegui aumentar um pouco o ritmo fazendo 7:34m e 6:02m nos kms 20 e 21 respetivamente. Ao fazer a curva, vi a meta mesmo ali à minha frente e senti um misto de emoções. Estava a concretizar um sonho e momentos antes tinha passado por um enorme pesadelo.

Como me disse o Pedro, "A primeira está feita e com recorde pessoal. Agora é pensar nas próximas para tentar melhorar". E essa é uma grande verdade.


O que aconteceu? - Não sei.
Distância? - Fiz vários treinos entre 15 a 20km e sempre me senti bem.
Fome? - Tomei o pequeno almoço em casa, uma barra de cereais e uma bolachas antes da prova, um gel aos 10km e outro aos 15km.
Ritmo muito forte? - Tinha feito duas semanas antes os 20km de Cascais em 1h38m.
Calor? - Foi das vezes que corri com menos roupa.
Água? - Talvez. Bebi pouca. Não consigo beber muita enquanto corro. Atrapalha-me muito a respiração.
Cabeça? - Sem dúvida. Contribuiu e muito para a quebra.










21 de março de 2013

3 dias para o concretizar de um sonho antigo

Desde os 8 anos de idade que pratico desporto regularmente. Comecei com o taekwondo e aos 9 iniciei-me no futebol, ainda conciliei algum tempo os dois desportos mas aos 12 optei apenas pelo futebol. Joguei federado até aos 19 (último ano de júnior) e nessa altura como não era nenhum Ronaldo nem Messi, optei por começar a trabalhar e tirar o curso à noite, por isso o tempo para a bola resumia-se aos jogos de futebol ao fim de semana nos campeonatos do Inatel e a umas brincadeiras de futsal com os amigos. O Inatel ainda durou 5 anos e depois disso ficou apenas o futsal entre amigos. Há 5 anos a esta parte comecei a jogar futsal, um pouco mais a sério, através do Campeonato Nacional de Futsal da Administração Tributária e faz no próximo dia 29 de Abril um ano que comecei a correr com alguma regularidade e a participar em provas, como atleta de pelotão.

Faltam 2 meses para fazer 35 anos, e como podem ver pelo parágrafo anterior, pratico desporto há quase 27 anos e apenas tenho (quase) 1 de corrida.
Então porque raio escrevo no título "3 dias para o concretizar de um sonho antigo"?
Em 1998, realizava-se a 2ª edição da Mini Maratona de Lisboa. Achei  piada à ideia de atravessar a ponte 25 de Abril a pé e resolvi inscrever-me, assim como os meus pais e irmão (os quatro numa espécie de passeio de domingo). Morando na Pontinha, só o chegar à ponte era uma "maratona". Autocarro 29 até Belém, saída junto ao Museu dos Coches, depois barco, seguido de umas camionetas que nos levavam para a zona do Cristo Rei e finalmente descer a pé até ao "garrafão". Não me recordo do tempo que fiz na estreia, mas lembro-me de na altura em que me inscrevi, havia um campo no formulário de dizia "Clube:" ao que eu orgulhosamente escrevi "Benfica" e fiquei a pensar "porque que é que eles querem saber o meu clube?". Nesse ano a meia maratona foi ganha pelo António Pinto, com 59,43m tendo sido nesse ano o melhor registo mundial.
Adorei a prova e disse logo que queria voltar no ano seguinte. Quando no terceiro ano consecutivo terminei a mini, disse para mim próprio "Para além do futebol não faço mais nenhuma preparação e consigo correr 8km. Por isso, para o ano começo a treinar um mês antes e faço a meia maratona" (podem ver o grau de conhecimento que o menino tinha sobre corrida). Mas ano após ano, na altura da inscrição, a preparação tinha sido a mesma dos anos anteriores (zero) e lá ia eu para os meus valentes 8km, e das 14 edições a que podia ter ido (1998 a 2012), devo ter falhado apenas 4.

Por tudo o que escrevi em cima (e foi muito), dá para ter uma ideia da importância que a prova de domingo tem para mim. E apesar de ter definido como objetivo, fazer os 21095 metros em menos de 1h45m, qualquer que seja o valor que o relógio mostrar quando eu estiver a chegar à Praça Império, o sentimento vai ser de vitória e de uma alegria imensa.

Ontem foi o primeiro dia para o levantamento dos dorsais e fui lá na hora de almoço com mais 3 amigos e orgulhosamente dirigi-me ao balcão da meia maratona e disse "É para levantar o dorsal 1081 de Tiago Rodrigues, se faz favor".

Hoje fiz o último treino. Podia ter-me preparado melhor? Sem dúvida que sim. Mas mal ou bem o trabalho está feito e domingo logo se vê. Uma coisa é certa, se tudo correr normalmente vou-me divertir muito e vou estar rodeado de amigos a completar a minha PRIMEIRA MEIA MARATONA.
Boa prova para todos os meus amigos e bloggers e se se cruzarem com o dorsal 1081, façam o favor de cumprimentar, que eu se tiver fôlego retribuo em palavras, senão tem de ser com um ligeiro aceno.
O equipamento está pronto. Vamos ver se as pernas estão.



13 de dezembro de 2012

Plano de treinos Meia Maratona

Está definido o plano de treinos que irei começar no dia 31 de Dezembro e que (espero), me levará à concretização de um sonho com mais de 20 anos, no dia 24 de Março de 2013. A Meia Maratona de Lisboa (Ponte 25 de Abril).
Consultei alguns sites com programas de treino para a 1/2 maratona, e gostei deste , porque baseando-se dos meus resultados atuais, calcula que possa fazer os 21,095km em 1h45m54s. Logo o seu plano de grau intermédio chamado "12 semanas para baixar 1h45m" encaixa que nem uma luva. :)
De qualquer forma não vou com grandes objetivos de tempo, como escrevi mais acima, esta prova trata-se de um sonho (muito) antigo, por isso, sei que a ansiedade vai ser grande e pode atraiçoar-me.

E pronto, vai ser isto durante 12 semanas.