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21 de maio de 2018

O Tigas é forty

Ora cá estou eu novamente.
No post anterior, para além do resumo de 2017, escrevi isto:
"Objetivos para 2018 - Um só. Baixar as 3h40 nos 42,195kms
O propósito de decidir não fazer nenhuma maratona em 2017, para além do tal cansaço, físico e mental, de passar o tempo a treinar para maratonas, prende-se também com o facto de 2018 ser o ano em que irei celebrar o meu 40º aniversário. Por se tratar de um número sempre marcante (a tão famosa entrada nos "entas"), decidi que me irei aplicar para baixar as 3h40m na maratona e assim riscar mais um dos objetivos traçados na tal lista de Abril de 2012,
Será esse o grande e único objetivo para o próximo ano.
O plano será apostar forte para o dia 14 de outubro em Lisboa. Caso não consiga tenho depois o Porto no dia 4 de Novembro.
"

Entramos em 2018 e até ao momento estão feitas 4 provas, todas elas com distâncias diferentes.
- G.P. Fim da Europa (17km) - com melhor marca pessoal nesta prova. Menos 1m22s que o tempo anterior
- Corrida do SL Benfica (10km)
- Corrida da Liberdade (11km)
- Corrida 1º de Maio (15km) - Recorde pessoal dos 15km, com menos 1m48s que o tempo anterior e finalmente sub1h10
 NOTA: Todas as provas feitas estão registadas AQUI

Entretanto chegou o dia 19 de maio. Dia do 40º aniversário. E ao abrir o email deparo-me com esta imagem.
A primeira reação foi de grande surpresa, pois não sabia quem eram os autores desse presente. Só depois descobri que foi um grupo de amigos que também corre. Não sei se "amigos" é o termo mais correto, para definirmos alguém que sabe que vamos passar 4 meses de treino, muitos kms, sofrimento, menos horas de sono, menos tempo para convívios e vida social e mais um monte de coisas, e além disso ainda ter no final, de correr durante quase 4h.
Brincadeira à parte. Esta malta é mesmo minha amiga e sei que irão acompanhar-me a percorrer todo este caminho até ao dia 14 de outubro. Estes e mais uns quantos. Estão lá sempre e eu também tento estar para eles.
Já tinha decidido que não me iria inscrever na maratona de Lisboa. Estou inscrito na do Porto (novembro) e em Sevilha (fevereiro). E Lisboa normalmente tenho sempre conseguido arranjar dorsal. Iria treinar à mesma e se conseguisse dorsal, tudo bem, senão prolongava o plano de treinos e ficava já para o Porto.
Agora essa dúvida já não existe. Lisboa é mesmo uma realidade e com a responsabilidade acrescida de não dececionar toda esta malta que acredita em mim. Como sempre, tentarei dar o meu melhor e eles também sabem disso.
O objetivo também está definido e será baixar das 3h40 (meninas não quero mais conversa acerca disto).
Agora resta-me começar a treinar e fica prometido que venho aqui dar notícias com maior regularidade.
Muito obrigado pela surpresa Susana, Luísa, Maria João, Rita, Cristina e Paulo. Vocês fazem parte do lote das coisas boas que a corrida me trouxe, meus AMIGOS.
#gostomuitodevocês #comamigosémaisfácil #os40doTigas #rumoalx2018

28 de dezembro de 2017

Resumo de 2017 e objetivos para 2018

Mais de 3 anos após o último post, resolvi voltar a escrever.
Não vou fazer uma retrospetiva do que aconteceu neste período porque não vale a pena. Apenas dizer que entretanto se passaram 45 provas, entre elas 5 maratonas (uma deles onde bati o meu recorde pessoal que está em 3h40m54s a 30 de maio de 2015 em Estocolmo), 10 meias maratonas e o resto provas de 15 e 10km.
Após 3 anos consecutivos quase só a treinar para maratonas, decidi que 2017 seria o ano em que não faria nenhuma, nem seguiria nenhum plano de treinos. Uma espécie de ano sabático em que só treinava quando me apetecesse e sem o mínimo de pressão.
Participei em 11 provas de estrada:
  • 3 Meias maratonas - Cascais (fevereiro), Lisboa (março) e Descobrimentos (dezembro)
  • 1 de 17km - G. P. Fim da Europa
  • 2 de 15km - Corrida dos Sinos e 1º de Maio
  • 5 de 10km - SL Benfica, Tejo, Montepio, D. Dinis e GP Natal
Curiosamente e sem treino específico, acabei por bater este ano os meus recordes pessoais:
Por tudo isso, 2017 foi um excelente ano em termos de resultados. Dos vários recordes obtidos destaco o sub-1h40m na meia maratona porque era um dos grandes objetivos que tracei em 2012 quando comecei a correr e a escrever este blog  (ver aqui).

Ao longo destes 5 anos a corrida tem-me trazido bons amigos e com eles partilhamos muitos momentos e aventuras. Sinto um orgulho enorme quando os vejo triunfar, mas também quero lá estar para os abraçar quando as coisas correm menos bem, porque sei o quanto se esforçam e dedicam para melhorar constantemente. À parte dos feitos pessoais, este ano, estive em três provas apenas com a missão de acompanhar 3 desses amigos, na tentativa de os ajudar a alcançar os seus objetivos.

A primeira foi em setembro, na Corrida do Tejo em que a Luísinha queria fazer menos de 47 minutos nos 10km. Infelizmente as alergias e consequentemente as dificuldades em respirar corretamente, fizeram com que não fosse possível e cortámos a meta em 48m01s. A garra e as capacidades desta miúda são enormes e rapidamente "se vingou" deste resultado menos bom e passado um mês fez logo 45m46s no Corrida do Montepio.



A segunda foi em setembro, na Maratona de Lisboa. O Adelino queria baixar das 4 horas e eu disponibilizei-me para o acompanhar desde o km12 até à meta (cerca de 30km). Infelizmente também não foi possível devido às fortes cãibras nas pernas que o atormentaram desde o km34 até perto do final, terminando a prova com 4h13m55s. Acompanhei-o em alguns treinos longos na sua preparação para esta prova e sabia que ele estava muito bem física e mentalmente, mas como já disse várias vezes, para que uma maratona corra bem, para além do treino, temos de ter a sorte que no dia tudo seja perfeito, porque as probabilidades de algo correr mal e deitar tudo a perder, são grandes. Este amigo é forte e persistente e por isso 2018 será o ano em que irá alcançar grandes marcas nos desafios a que se irá propor.



A terceira foi no início de dezembro, no G.P. de Natal. A Susana disse-me que gostava de fazer sub52, depois de em outubro ter tido o seu melhor tempo aos 10km na Corrida do Montepio com 53m30m (seria uma melhoria de mais de 1m30s em mês e meio). Acompanhei a sua preparação e acreditei sempre que seria capaz (Foco e Determinação, são dois apelidos desta miúda). Talvez até mais do que ela, estava ansioso porque as duas provas anteriores em que me tinha proposto ajudar um amigo, as coisas não tinham corrido como desejado. Ainda para mais, a Susana fez a loucura de me dizer que tinha total confiança em mim e que ao longo de toda a prova não iria olhar para o relógio, facto que ainda me deixou mais nervoso, com o peso da responsabilidade. Felizmente ela fez uma corrida exemplar e não só baixou dos 52 minutos como se aproximou muito dos sub50 (será sem dúvida em 2018) e cortou a meta com 50m25s.

Os resultados das três situações foram diferentes, mas em todas elas no final, depois do abraço, ouvi um "Obrigado" e isso vale mais que qualquer medalha ou diploma. Assim como eu o faço, quando são estes e outros Amigos a puxar por mim e a dizer que acreditam.
Obrigado a todos os meus Amigos que a corrida me trouxe. Gosto muito de vocês.
A todos um excelente 2018 cheio de saúde e sucessos pessoais e desportivos para vocês e respetivas famílias.


Objetivos para 2018 - Um só. Baixar as 3h40 nos 42,195kms

O propósito de decidir não fazer nenhuma maratona em 2017, para além do tal cansaço, físico e mental, de passar o tempo a treinar para maratonas, prende-se também com o facto de 2018 ser o ano em que irei celebrar o meu 40º aniversário. Por se tratar de um número sempre marcante (a tão famosa entrada nos "entas"), decidi que me irei aplicar para baixar as 3h40m na maratona e assim riscar mais um dos objetivos traçados na tal lista de Abril de 2012,
Será esse o grande e único objetivo para o próximo ano.
O plano será apostar forte para o dia 14 de outubro em Lisboa. Caso não consiga tenho depois o Porto no dia 4 de Novembro.


Até breve e divirtam-se. Principalmente, divirtam-se a correr.
#sejamfelizes #sorrirsempre

5 de novembro de 2014

Fui muito feliz no Porto.

Este post vai ser longo e vai ficar muito por dizer. Se não conseguir transmitir isso pelas palavras, quero que saibam que estou de coração cheio. Muito cheio.
Vou falar primeiro da prova (tentar resumir) e depois de tudo o que envolveu esta maratona.

A CORRIDA
XI Maratona do Porto - 02 Novembro de 2014 entre as 6h15 e as 13h306h15 - Com cerca de 4h e tal de sono, toca o despertador. Tinha o equipamento todo preparado de véspera, por isso, foi só tomar banho e vestir. 
6h45 - Desci para o pequeno almoço, onde já estava o David Simão, o Xico e a Inês. Entretanto apareceu a Rutília (minha esposa, para quem não sabe) com o casal Claro (Sandra e Bruno) e o casal Cardoso (Brigitte e Pedro). Uns com mais sono que outros, uns mais faladores que outros, mas todos bem dispostos. Comi 2 croissants com nutella, um donuts, 3 copos de sumos tropical e como não havia bananas, tomei uma carteirinha de magnésio.
7h30 - Entrámos no autocarro que nos iria levar do hotel até à partida. Ao entrarmos ficámos anestesiados com o cheiro a bálsamo que vários atletas tinham colocado. O cheiro a mentol desentupiu as narinas e acordou quem ainda estivesse sonolento. eheheh
8h - Já estávamos junto ao Palácio de Cristal e começavam a agrupar-se os muitos Vicentes que iam fazer a maratona e a Family Race e deu também para cumprimentar vários amigos das corridas, como a malta dos 4 ao km (João, Isa e Vítor), o pessoal do Correr Viseu e mais uns quantos.
8h30 - Foto de grupo dos Vicentes, último xixi, beijinho de boa sorte da esposa, votos de uma excelente corrida para o pessoal da Family Race e fui com os companheiros de maratona para o bloco de partida. Minuto antes da partida, abraço aos Vicentes maratonistas, que excepto o David Simão, iriam para tempos diferentes do meu.
A foto de grupo às 8h30 (faltam alguns que se atrasaram)
9h - É dado o tiro pela "grande" Aurora Cunha e exactamente 2 minutos depois, passamos o pórtico da partida. Algum alguma confusão inicial e arrancamos num ritmo calmo. Fizemos o km1 a 5m32 e este foi o terceiro km mais lento de toda a minha prova. Entramos depois na Av. da Boavista e encontramos o João Veiga que ia tentar as 3h45, mas disse que iria connosco alguns kms porque estávamos com um bom ritmo. No final da Av. da Boavista viramos à direita em direção a Matosinhos e começamos a cruzar-nos com os primeiros atletas (não gostava muito de provas de ir e vir, mas agora como já conheço muitos malucos das corridas, o tentar encontrar o pessoal conhecido é uma forma de me abstrair da distância e parece que a prova passa mais depressa). Vamos trocando incentivos e cumprimentos e regressamos à rotunda da Praça Gonçalves Zarco com 14km. O pessoal da Family Race segue dali para a meta e nós seguimos em frente. Nesta altura dizemos ao João para não se prender connosco porque o ritmo estava um pouco forte e era cedo para arriscar e passamos à meia maratona com o tempo de 1h54m26s (média de 5:25m/km).
Um pouco mais à frente temos uma descida íngreme para a zona da Ribeira e avisto duas camisolas do Correr Lisboa. Mais ao perto vejo que era o casal amigo Liliana e ZéTó, que resolveram fazer uma surpresa e apareceram no Porto sem dizer nada a ninguém.
Misto de surpresa e alegria (também conhecido por "cara de parvo") por ver a Liliana e o ZéTó
 Depois de passarmos a zona da Ribeira, vamos a entrar na Ponte Luís I e digo ao David "Agora é só ir ali à Afurada e voltar e quando chegarmos aqui a maratona está feita".
No regresso aquele local correspondia ao km 32,5. Ficava só a faltar uma São Silvestre (nas corridas vou dividindo a distância mentalmente. Aos 21,1km penso que já só falta uma meia maratona, aos 27km falta a Corrida das Fogueiras, aos 32km uma São Silvestre e aos 36km falta apenas o meu treino à porta de casa, de 6km que já repeti dezenas de vezes).

Quando entrámos em Gaia apanhámos muito empedrado e noto uma quebra no David. Passo 1 ou 2 metros para a frente dele para ver se reage, mas ele diz-me que a descida para a Ribeira tinha deixado mazelas. Nesta fase cruzamo-nos novamente com o pessoal mais rápido e noto que os Vicentes vão muito bem. Aqui tive também o privilégio de me cruzar e cumprimentar (finalmente) o grande Carlos Cardoso, que ia rapidíssimo.
No km 24 e 25 o David continua a não conseguir manter o ritmo que levava-mos e insiste para que eu siga. Pergunto-lhe se fica bem e ele assegura-me que sim.
A partir daqui e até ao final fiz a prova sozinho, mas sempre muito forte mentalmente e fisicamente. Fazendo esses 16kms finais em 1h23m, o que dá uma média de 5:11m/km.
Ao km 32,5 nova passagem pela ponte Luís I e antes de entrar no túnel está novamente a Liliana e o ZéTó e recebo mais uma injecção de ânimo.

No final do túnel alcanço o José Veiga que sentiu uma dor no joelho e prudentemente resolveu abrandar (fazendo mesmo assim um excelente tempo final e com direito a recorde pessoal e tudo) e logo a seguir está o Ildebrando quase no meio da estrada para também me dar um valente "empurrão".
Faltavam 10kms. Nos meus pensamentos, faltava apenas uma São Silvestre e lembrei-me de todas as palavras que o Ildebrando me disse no dia 5 de Outubro, quando ia-mos a descer a Rua da Prata e faltavam os "mesmos" 10kms para cortar a meta. "A tua prova está feita. Agora é só manter e desfrutares ao máximo esta experiência. Vais ver pessoal a tombar, seja com cãibras ou a vomitar. Não olhes. Mantém-te focado, porque estás fortíssimo", e assim fiz.
Logo de seguida passei o Paulo Louro e pouco depois o Carlos Moreira, ambos com problemas físicos. Perguntei se precisavam de alguma coisa. Agradeceram mas mandaram-me seguir.
Só aos 35km começo a fazer contas ao tempo e percebo que consigo baixar as 3h50m35s que tinha feito em Lisboa. Mesmo com alguma quebra deveria conseguir perto das 3h48.
Entretido com estas contas, ao km36 levo um soco no estômago ao ver o Bruno em passo muito lento. Como ele ia com phones, bato-lhe no ombro e digo-lhe para vir comigo, mas ele responde que não dava. Uma das pernas tinha bloqueado e quase que se recusava a correr, mas para eu não me preocupar que iria chegar ao fim.
Retomo o meu ritmo e perto do km38 está o incansável José Saraiva, com mais palavras de alento. Pergunta-me se quero companhia ao qual agradeço mas digo-lhe que estou bem e que quem vem atrás precisa desse apoio. Uns 500m depois está a Irene (esposa do José) aos saltos e aos gritos a chamar por mim, a dar-me muita força e a dizer que já faltava mesmo muito pouco.
Km40 e olho para o relógio. Faltam 2,195km e o relógio marca 3h33m52s. Se fizesse essa distância um pouco abaixo dos 6m/km conseguia algo que nunca teria imaginado. Fazia menos de 3h45.
Km41 e está à minha espera o António Cerejo que diz que me vai acompanhar durante alguns metros. Brinco um pouco com ele porque desata a correr abaixo de 5m/km e eu digo-lhe que se me queria acompanhar teria de ir ao meu ritmo e não a sprintar por ali fora. Lembro-me novamente do Ildebrando e peço ao António se me pode segurar no boné. 600 metros para a meta o António diz-me que a Brigitte estava já ali e logo depois estaria o meu amor. Pego a bandeira do Correr Lisboa que a Brigitte tinha e logo de seguida vejo a Rutília no meio da estrada de máquina na mão. Ergo os braços, levanto a bandeira e cerro os dentes, mas já não consegui evitar e comecei "transpirar" dos olhos logo ali.
Foto tirada pela Rutília (ao fundo de casaco azul consegue ver-se a Brigitte)

Já muito perto do meu amor
Estava a 400m da meta e apareceu a Inês para também fazer alguns metros a meu lado. Começo a ver cada vez mais gente a assistir e a aplaudir incessantemente. O barulho é enorme e tenho uma sensação  indescritível. Avisto a meta e o relógio da prova marca exactamente 3:45:00. Passados 12 segundos corto a meta e sou abraçado por um atleta que não conheço mas que me agradece porque o apoio que recebi dos meus amigos nos metros finais também lhe deu muita força.
Este abraço foi o agradecimento do atleta com o dorsal 2336 a todos os Vicentes que me apoiaram
A corrida é isto. O único adversário somos nós próprios, e é a nós que queremos ganhar. Todos os outros são "loucos" saudáveis que estão ali com o mesmo objectivo que nós. Superarem-se e conhecerem-se a si mesmos.

No final, a também incansável Sandra. Que para além de muitas outras coisas é a responsável por podermos eternizar estes momentos. E que sofre e vibra por cada um de nós, como ninguém. Obrigado Miúda.
Depois foi ir levantar os prémios de finisher e voltar para a parte final da prova para apoiar os que ainda vinham aí.

A prova em números:
Os dados oficiais

O meu registo

Nota: Este foi o relato apenas da parte da corrida, mas esta maratona tem muito mais para contar. Se já tiverem cansados podem deixar esta leitura para outro dia.


O PORQUÊ DE IR FAZER A PROVA
Não me recordo ao certo quando foi a primeira vez que pensei em fazer esta maratona, mas foi no dia em que decidi que iria fazer uma. Pelos relatos lidos e em conversa com pessoal já habituado a estas andanças, todos diziam que a maratona do Porto era superior à de Lisboa, mas para mim, a estreia nesta distância teria de ser em Lisboa (na minha terra). Por isso, a participação na maratona do Porto ficou agendada para 2015.
No dia 1 de Outubro às 17:28 o David Simão envia-me a seguinte mensagem "Tenho um desafio para ti. Se te arranjar um dorsal, vais ao Porto?". Sabia que ele ia, assim como o Bruno Claro e o Heitor Cardoso. A minha resposta foi "Que se lixe. Bora lá!".
Um minuto depois comecei a pensar no que tinha acabado de fazer e disse-lhe:
Eu - Mas isso é certo ou vais ver se é possível?
David - É certo.
Eu - Chiça. Ainda estava com esperanças de que fosses pedir e já não desse. - Tarde de mais.

Depois disto fiz a maratona de Lisboa e anunciei que iria fazer a do Porto, 28 dias depois.
Tirando duas ou três pessoas ainda mais malucas que eu que o que me disseram foi "Fizeste a preparação certinha para Lisboa, por isso o treino está feito. Convém só abrandares um pouco até lá e pronto.", todos os outros alertaram-me dos perigos, ao nível físico, de fazer duas maratona em tão curto espaço de tempo. E eu próprio tinha consciência disso, porque lera vários artigos sobre o tempo de recuperação, etc. Havia três factores importantes, a meu favor para fazer esta loucura. Primeiro, apesar do desgaste a que os 42,195km obrigam, a recuperação pós-prova foi muito boa; Segundo, fiz uma prova sempre controlada e sem nunca ir "no limite"; Terceiro, ia para a maratona do Porto apenas para me divertir, isto é, sem a mínima preocupação de tempos, nem os nervosismos de estreia e por isso, se a qualquer momento sentisse que estava a abusar, encostava-me à berma e parava.
Para comprovar que a ida ao Porto foi sempre encarada como uma forma de diversão, passeio e confraternização, está o facto de na semana antes ter participado nos 20kms de Almeirim, onde bati o meu record na distância (se tivesse juízo, tinha-me poupado para a maratona) e na véspera da maratona as duas principais refeições terem sido francesinhas acompanhadas pelo principal nectar da Unicer e à tarde por um longo passeio pela cidade.
O almoço e quase 7km de passeio a pé pelo Porto.

A hidratação ao jantar, na véspera da maratona.
Se me sentisse bem fisicamente, gostava de fazer a prova sempre com o David Simão e ajudá-lo a tentar as sub-4h, por vários motivos. Fora ele o responsável pela minha ida ao Porto, por ter ido no ano anterior e as coisas não lhe terem corrido bem e porque tinha feito 4h07 em Lisboa e eu acreditar que ele é capaz de muito melhor. Pelo que já referi no relato da prova, não o acompanhei o caminho todo, mas o David terminou a prova em 4h03 e bateu (também em 28 dias) o seu recorde pessoal.


TUDO O QUE ESTEVE PARA ALÉM DA PROVA
Até meio de Outubro, as presenças confirmadas na maratona do Porto eram eu, o David, o Bruno, o Heitor, o Ildebrando e o Paulo Freitas. Entretanto a EDP, através das suas Happy Times dava a possibilidade de se ganharem dorsais para a maratona, family race e fun race. Lançámos o desafio a mais alguns Vicentes nos acompanharem num fim de semana ao Porto, em que a manhã de domingo seria para correr ou acompanhar quem corre. Como os Vicentes não conseguem dizer que não a um bom desafio e como o prazer da confraternização é do tamanho do prazer pela corrida, entre atletas e familiares eram quase 40, os que seguiram viagem no sábado em direção à Invicta.
Na feira da maratona com o "Zé Picolé"
O Carlos Sá pediu e os Vicentes pousaram com ele para a foto
Uma das 4 mesas de Vicentes no jantar de Sábado
Vicentes equipados a rigor na "Invasão à Invicta"
Sem programa definido previamente, em relação a refeições, passeios, etc. É difícil que mais de 30 pessoas, estejam todas em sintonia, mas quando se está entre amigos e pessoas que gostam realmente da companhia umas das outras tudo se torna fácil e as coisas correram lindamente. VOCÊS SÃO FANTÁSTICOS!!


Por fim os agradecimentos.
São muitos (e vou certamente esquecer-me de alguém) mas faço questão de os mencionar aqui, sem qualquer ordem.
Aos meus pais, por tudo. Rutília, por apesar de todos os teus receios, perceberes que estava bem e que ia ter juízo e pela alegria que senti ao ver-te antes da meta. Sandra e Bruno, por serem os anciãos desta nova "família" que todos ganhámos e que muito nos orgulhamos de pertencer. Sandra pela tua expressão de orgulho em veres chegar cada um dos teus meninos e meninas. Verónica, por neste momento não correres mas tens sido incansável no apoio (e ainda fizeste quase 100m connosco). Muito obrigado Rutília, Sandra, Verónica e Brigitte (agora que não corres por estares a fazer a melhor maratona da tua vida), por ser graças a vocês e às vossas reportagens fotográficas, que podemos eternizar todos os nossos feitos. Ao David Simão, por me ter lançado ente desafio e proporcionar esta experiência única que jamais esquecerei. Espero também estar desculpado, por ter falhado ao compromisso de te acompanhar de principio ao fim. Ao Caldeirinha e ao casal José e Irene pelo apoio ao longo do percurso, não fazem ideia da alegria que nos dão e do bem que fazem. ZéTó e Liliana, não voltem a fazer isso. A corrida só por si já puxa pelo coração, por isso, surpresas destas não são recomendadas pelos médicos. De qualquer forma, não tenho palavras para vos agradecer. António e Inês que após fazerem a vossa prova, vieram puxar e acompanhar todos os outros atletas. A todos os amigos, Vicentes e restantes malucos das corridas que estiveram presentes neste fim de semana e com quem troquei palavras de incentivo antes e durante a prova e também felicitações no final da mesma.
Mesmo para terminar, um agradecimento especial ao Ildebrando, por saber o quanto para ti foi difícil ir ao Porto e ainda mais difícil estares ali a apoiar quem estava a correr. És gigante, e uma grande parte do meu êxito nesta corrida, devo-o a ti. Para o ano matas o borrego, e eu quero lá estar.
A todos MUITO OBRIGADO!

Até breve e divirtam-se. Principalmente, divirtam-se a correr.

22 de setembro de 2014

Juntos é mais fácil.

O ano passado, uma conhecida loja de artigos de desporto lançou uma campanha em que o slogan era "Quem corre 2, um dia vai correr 42".

Comecei a correr com regularidade no dia 5 de Abril de 2012. Feitas as contas, no dia 5 de Outubro faz exactamente dois anos e meio desde essa data. E sabem qual foi a distância percorrida nesse treino? Pouco mais de 2km. (aqui está o registo).
Ora passados 30 meses, está na altura de correr os 42 (e mais uns trocos) e não haverá sensação melhor que a de ter os meus amigos por perto. Muitos vieram precisamente através destes meses de corrida e vou ter a sorte de alguns deles partirem de Cascais a meu lado nesse dia (uns já com alguma experiência nestas coisas da maratona, mas outros que irão também fazer a sua estreia nesta distância). Mas mesmo os que correm distâncias menores ou até os que não correm, serão muito importantes no cumprimento deste meu objectivo.

Com base nisso, elaborei um mapa com o percurso da prova e as horas em que tenciono passar em cada um dos pontos nele assinalados. Para o caso de alguém querer acompanhar-me nos kms finais, ou simplesmente incentivar e dar forças para que consiga cortar a meta.
Como isto da corrida, não é uma ciência exacta e depende de muitos factores, os tempos apresentados são os que ocorrerão em situações ideais, isto para que sejam vocês a esperar por mim e não o contrário. (eheheh)


Nota - Aproveito para pedir desculpa a todos os meus amigos, por nos últimos tempos, todas as conversas que tenho tido convosco o tema ir dar (quase sempre) às corridas e ao dia 5 de Outubro de 2014. Pois o sonho de ser maratonista é grande, mas o respeito pela Srª D. Maratona é ainda maior. A todos MUITO OBRIGADO por tudo.

6 de agosto de 2014

Será normal...

... que faltam 2 meses (mais precisamente 59 dias) e a minha cabeça já está assim e quanto mais o tempo passa, mais a parte do "TUDO O RESTO" vai reduzindo?

18 de junho de 2014

Para ler várias vezes até 5 de Outubro

Ao ler o blog do Filipe Torres, deparei-me com este post e resolvi copiar para aqui este excerto*.

"A Maratona é uma prova justa.
Não é uma prova que dê espaço a inspirações momentâneas, ou heroísmo de recta da meta.
É muito simples, se treinas corre bem, se não treinas prepara-te, a senhora não faz prisioneiros!"

E é seguindo esta ideia que me vou empenhar para treinar bem e vencer a batalha de 5 de Outubro.


* Filipe, se não concordares com o facto de te ter "roubado" este parágrafo, avisa que eliminarei o post. ;)

5 de junho de 2014

A caminho dos 42,195


No dia em que faltam precisamente 4 meses..................... resolvi anunciar que irei (tentar) correr uma maratona.

Não é surpresa para ninguém, pois sempre disse que seria um dos meus objectivos de corrida. Só não sabia quando iria ser, porque sei que o caminho a percorrer não é fácil. 
Do muito que tenho ouvido e lido desde que comecei a correr, a opinião geral é que uma das partes mais difíceis de se fazer uma maratona é toda a preparação que a antecede. E consciente disso, penso que agora estão reunidas as condições para me focar nesse grande objectivo. Os objectivos de tempo aos 10km (sub-45m) e à 1/2 Maratona (sub-1h45m) estão feitos, por isso, as atenções viram-se agora para treinar o melhor possível e no dia 5 de Outubro, partir de Cascais às 8:30h e 42195 metros depois, chegar ao Parque das Nações e poder gritar (baixinho e para dentro, porque as forças devem ser  poucas) "Sou maratonista!".

Nunca fiz nada de muito específico, nem segui um plano de treinos, mas desta vez decidi fazê-lo, para ser mais disciplinado.
Através da conversa com amigos mais experientes e da consulta de alguns sites e livros, elaborei um plano de 16 semanas e que irá começar dia 17 de Junho.
Para prova de estreia, o desejo é apenas chegar ao fim, logicamente que se ficar perto das 4h seria excelente, mas vou preocupar-me mais com a distância do que com o tempo.

Semanalmente virei aqui fazer um resumo do que se passou nos últimos 7 dias, em termos de treinos, equipamento, experiências, etc.
A este projecto dei o nome muito original de "Tiago a caminho dos 42,195". Este é o epilogo. Aguardem pelo 1º episódio.

Até breve e divirtam-se. Principalmente divirtam-se a correr.

3 de junho de 2014

Correr Lisboa

Como havia referido no post anterior, desde Dezembro que passei a fazer parte do Correr Lisboa
Vou só recuar um pouco no tempo para contar a história toda.
Em Julho do ano passado, uma amiga sugeriu-me que fizesse "gosto" na página do facebook do Correr Lisboa. Sabia que eu corria e este era um projecto que um casal (Bruno e Sandra) amigo dela, estava a lançar. Tratava-se da primeira rede social para corredores. Fui ver o site e percebi que faziam treinos semanais, todas as terças ao fim da tarde no Estádio Universitário de Lisboa (EUL). Pelas fotos dos treinos vi que alguns amigos e uns quantos conhecidos da blogosfera da corrida, também participavam e no dia 6 de Agosto resolvi comparecer. Gostei e desde então a presença nos treinos tornou-se uma constante.
Em Outubro fui convidado pelo Bruno Claro para ser guia numa Secret Run e passado um mês convidaram-me para fazer parte do grupo de guias nos treinos Correr Lisboa.
A minha resposta foi imediata. Este é sem dúvida um projecto em que acredito e com o qual me identifico totalmente. O ambiente é fantástico e existe uma grande amizade e companheirismo entre todos os membros, desde o "staff" até ao mais recente dos Vicentes (nome de "baptismo" de todos os que correm com a camisola do Correr Lisboa), que já vai para além da corrida.
Para fazer parte do grupo basta preencher dois requisitos, boa disposição e vontade de correr. 
A estreia da camisola do Correr Lisboa, foi na São Silvestre da Amadora, em que participaram cerca de 10 Vicentes. Desde então o número não tem parado de aumentar e já houve provas em que marcaram presença mais de 50 membros. Não deve haver atualmente provas em que o Correr Lisboa não esteja representado.
O ambiente nas provas é fantástico e quando os Vicentes se cruzam há sempre uma palavra de incentivo e apoio, e essa entreajuda tem-se manifestado também na evolução pessoal de quase todos os atletas.
É maravilhoso presenciar casos de pessoas que de início diziam "Eu gostava de começar a correr, mas nunca fui capaz" ou "O máximo que corri foram 5 minutos" e passados uns tempos essas pessoas terminam a sua 1ª prova de 10km sempre a correr e pensam já em voos mais altos.
Por toda esta experiência. Muito obrigado Bruno e Sandra. Naquilo que puder e vocês quiserem, podem contar comigo.

Estreia da camisola na São Silvestre da Amadora

Corrida Saúde+Solidária

Scalabis Night Race

Mini e Meia Maratona de Lisboa

1 de junho de 2014

Cá estou eu outra vez

Quase sete meses e meio depois do último post, cá estou eu outra vez. Não vou agora fazer um relato do que se passou ao longo deste tempo de ausência blogueira porque senão estaria aqui 3 dias a escrever e vocês ficariam mais exaustos do que após fazerem uma maratona.
Em jeito de resumo digo-vos apenas que desde 15 de Outubro de 2013 até agora:
  • Participei em 13 provas
    • 7 de 10kms
    • 1 de 17kms
    • 1 de 20km
    • 2 meia maratonas
    • 2 trails de 15km
  • Cumpri o objectivo de fazer sub-1h45m numa 1/2 maratona. Tenho agora um PBT de 1h42m46s.
  • Cumpri o objectivo de fazer sub-45m nos 10km. Tenho agora um PBT de 43m19s.
  • Fui convidado a fazer parte do Correr Lisboa, desde Dezembro e é uma coisa de que gosto muito e muito me orgulha. (farei brevemente um post dedicado a este tema, para não me alongar muito agora).
O regresso à escrita no blog no dia 1 de Junho, é propositado. Diz-se que as crianças são muito sonhadoras e eu estou prestes a iniciar um percurso que me poderá levar à concretização de um sonho que trago comigo desde que a 29 de Abril de 2012, comecei a levar a corrida mais a sério.

Fica então aqui agora o compromisso de não me ausentar do blog por períodos tão longos.
Até breve e boas corridas.


19 de setembro de 2013

1000


Hoje com o treino matinal cheguei à marca dos 1000km a correr. A contagem começou num treino no dia 4 de Abril de 2012, em que corri a louca distância de 2,27km. Não é uma marca nada de especial comparada, com a grande maioria dos meus amigos que correm, mas são mais 1000km do que têm todos os outros que não correm. eheheh

Por graça resolvi passar os kms feitos para o mapa, para ter a noção de onde já ia se fosse o Forrest Gump e corresse sem parar.
Quem sabe se até ao fim do ano chego a Barcelona. :)

Em termos estatísticos está assim:



Os Nike Dart 6, foram os 1ºs e foram os únicos que já se reformaram


6 de setembro de 2013

Vodafone Runner

A Vodafone disponibiliza inscrições gratuitas para a Maratona, Meia Maratona e Mini Maratona, a realizar no dia 6 de Outubro em Lisboa. Para isso basta instalar no telemóvel a aplicação Vodafone Runner (Google Play, App Store).


21 de março de 2013

3 dias para o concretizar de um sonho antigo

Desde os 8 anos de idade que pratico desporto regularmente. Comecei com o taekwondo e aos 9 iniciei-me no futebol, ainda conciliei algum tempo os dois desportos mas aos 12 optei apenas pelo futebol. Joguei federado até aos 19 (último ano de júnior) e nessa altura como não era nenhum Ronaldo nem Messi, optei por começar a trabalhar e tirar o curso à noite, por isso o tempo para a bola resumia-se aos jogos de futebol ao fim de semana nos campeonatos do Inatel e a umas brincadeiras de futsal com os amigos. O Inatel ainda durou 5 anos e depois disso ficou apenas o futsal entre amigos. Há 5 anos a esta parte comecei a jogar futsal, um pouco mais a sério, através do Campeonato Nacional de Futsal da Administração Tributária e faz no próximo dia 29 de Abril um ano que comecei a correr com alguma regularidade e a participar em provas, como atleta de pelotão.

Faltam 2 meses para fazer 35 anos, e como podem ver pelo parágrafo anterior, pratico desporto há quase 27 anos e apenas tenho (quase) 1 de corrida.
Então porque raio escrevo no título "3 dias para o concretizar de um sonho antigo"?
Em 1998, realizava-se a 2ª edição da Mini Maratona de Lisboa. Achei  piada à ideia de atravessar a ponte 25 de Abril a pé e resolvi inscrever-me, assim como os meus pais e irmão (os quatro numa espécie de passeio de domingo). Morando na Pontinha, só o chegar à ponte era uma "maratona". Autocarro 29 até Belém, saída junto ao Museu dos Coches, depois barco, seguido de umas camionetas que nos levavam para a zona do Cristo Rei e finalmente descer a pé até ao "garrafão". Não me recordo do tempo que fiz na estreia, mas lembro-me de na altura em que me inscrevi, havia um campo no formulário de dizia "Clube:" ao que eu orgulhosamente escrevi "Benfica" e fiquei a pensar "porque que é que eles querem saber o meu clube?". Nesse ano a meia maratona foi ganha pelo António Pinto, com 59,43m tendo sido nesse ano o melhor registo mundial.
Adorei a prova e disse logo que queria voltar no ano seguinte. Quando no terceiro ano consecutivo terminei a mini, disse para mim próprio "Para além do futebol não faço mais nenhuma preparação e consigo correr 8km. Por isso, para o ano começo a treinar um mês antes e faço a meia maratona" (podem ver o grau de conhecimento que o menino tinha sobre corrida). Mas ano após ano, na altura da inscrição, a preparação tinha sido a mesma dos anos anteriores (zero) e lá ia eu para os meus valentes 8km, e das 14 edições a que podia ter ido (1998 a 2012), devo ter falhado apenas 4.

Por tudo o que escrevi em cima (e foi muito), dá para ter uma ideia da importância que a prova de domingo tem para mim. E apesar de ter definido como objetivo, fazer os 21095 metros em menos de 1h45m, qualquer que seja o valor que o relógio mostrar quando eu estiver a chegar à Praça Império, o sentimento vai ser de vitória e de uma alegria imensa.

Ontem foi o primeiro dia para o levantamento dos dorsais e fui lá na hora de almoço com mais 3 amigos e orgulhosamente dirigi-me ao balcão da meia maratona e disse "É para levantar o dorsal 1081 de Tiago Rodrigues, se faz favor".

Hoje fiz o último treino. Podia ter-me preparado melhor? Sem dúvida que sim. Mas mal ou bem o trabalho está feito e domingo logo se vê. Uma coisa é certa, se tudo correr normalmente vou-me divertir muito e vou estar rodeado de amigos a completar a minha PRIMEIRA MEIA MARATONA.
Boa prova para todos os meus amigos e bloggers e se se cruzarem com o dorsal 1081, façam o favor de cumprimentar, que eu se tiver fôlego retribuo em palavras, senão tem de ser com um ligeiro aceno.
O equipamento está pronto. Vamos ver se as pernas estão.



8 de março de 2013

Recaída

Depois de semana e meia de treinos após a paragem por lesão, eis que com um movimento mais brusco, quarta-feira, ao rodar a perna, voltei a sentir uma forte dor na coxa, o que resultou em nova paragem.
Neste momentos já estou melhor (quase sem dores a andar) e conto voltar aos treinos na segunda-feira. Pelo menos até à meia maratona não vai haver futsal e depois só mesmo quando tiver a certeza de que tudo está ok.

1 de janeiro de 2013

Balanço 2012 e objetivos 2013

2012 foi o ano em que descobri o prazer da corrida. Fiz coisas que nunca imaginei fazer e que se alguém me tivesse dito, eu iria chamar-lhes malucos. "Eu, correr? Não, isso não é para mim. Se tiver uma bola tudo bem, tirando isso, esquece." Foi sempre este o pensamento até Abril de 2012. Entretanto fui apanhado por este "virús". Não vou aqui explicar como é, porque não vale a pena. Quem corre sabe bem do que falo, quem não corre comece a correr ou então nunca compreenderá.
Em jeito de resumo, aqui fica:
Resumo 2012 (Clicar para aumentar)
As 62 corridas dividem-se em 10 provas e 52 treinos.

Objetivos para 2013
Os principais serão:
- Correr mais do que em 2012 (não deve ser difícil porque em 2012 só comecei em Abril e corri sempre pouco)
- Correr 1000 kms (dará uma média de 83,3km por mês. Tendo em conta que a média de 2012 foi de 55,7km, vai ser uma grande diferença.
- Correr a Meia Maratona da Ponte 25 de Abril (24 de Março)
- Correr a Corrida da Liberdade (Pontinha-Restauradores no dia 25 de Abril)

Depois há também:
- Estreia numa prova de trail
- Tentar melhorar alguns recordes pessoais
- Repetir provas de que gostei bastante
- Participar em provas que em 2012 ainda não estava preparado para fazer (Corrida das Lezírias, Corrida dos Sinos e Corrida das Fogueiras, entre outras).

Penso que será mais ou menos isto. Não quero traçar objectivos muito ambiciosos porque há coisas que não podemos controlar como as lesões ou algum imprevisto que impeça  a concretização de alguns deles.

23 de novembro de 2012

Dia de revisão

Tal como o título do post indica, hoje foi dia de fazer uma revisão à máquina. Tirando as normais idas ao médico e as análises da praxe, só tinha feito electrocardiogramas na medicina do trabalho, o último dos quais até foi o mês passado. Desde que comecei a correr com mais regularidade que queria marcar uns exames mais específicos para saber como está a máquina. Em maio ofereceram-me um relógio com cardio-frequencímetro e desde aí vou controlando o batimento cardíaco.
Sei que todos somos diferentes, mas em comparação com alguns amigos e pelo que vou lendo noutros relatos de atletas "blogueiros" acho que os meus bmp (batimentos por minuto) estão um pouco acima da média, e então decidi falar com o médico de família para fazer um "check up" mais completo à máquina.
Fui ao hospital da Cruz Vermelha onde para além da rapidez, também me deparei com eficiência e simpatia por parte de toda a gente que me atendeu.

Primeiro foi a vez do electrocardiograma com prova de esforço. Passadeira a um ritmo muito lento, depois de 3 em 3 minutos aumentava a velocidade e a inclinação da passadeira.
Resultado final:
- Aqui o menino só aguentou 13m21s, devido a fadiga, tendo atingido 96% da frequência cardíaca teórica máxima.
- Sem arritmias. Sem angor. Sem alterações do segmento ST.
- Evolução cronotrópica e tensional normal com o esforço.
- Boa tolerância ao esforço (13,4 METS)
Resumo: Prova de esforço submáxima e negativa para isquémia do miocárdio.

Depois seguiu-se o ecogardiograma e o resultado também deu tudo normal. Aorta, válvulas, aurículos e ventrículos tudo em dimensões normais. Sem derrame pericárdico. Sem trombos ou massas intracavitárias. Fluxos dopller normais.

Conclusão. Parece que a máquina está afinada e se as lesões se mantiverem bem longe cá de casa, os sapatinhos têm que se preparar para palmilhar muitos quilómetros.

2 de setembro de 2012

Nova época

Terminado o mês de Agosto e também as férias, é tempo de dar início a uma nova época desportiva. Nova e de estreia porque este bichinho da corrida ainda nem sequer completou um ano (25 de Março de 2012 na mini maratona da ponte 25 de Abril).
Em termos de objectivos, o único que está definido é o de terminar a Meia Maratona de Lisboa no dia 24 de Março de 2013, se o conseguir fazer em menos de 2 horas fazia serão 2 em 1 (recordes e objectivos). Esta vai ter direito a calendário de treino específico e a preparação terá início em Dezembro.  
À parte da meia maratona, conto fazer umas provas entre os 8 e os 15km de estrada e experimentar uma prova de trail (mas muito pequenina).
Vamos ver como correm (literalmente) as coisas. :)

Para iniciar a época resolvi hoje correr 15km e tentar fazê-los sempre num ritmo confortável. Saí de casa por volta das 7h para evitar o excesso de calor. Senti-me bem apesar de na parte final achar que devia ter levado qualquer coisa para comer durante o treino, porque o pequeno almoço, apesar de ser o que normalmente como antes de treinar, durante a semana, foi pouco para a duração deste treino. Em termos de água, não levei mas sabia que pelo caminho tinha vários pontos onde me podia refrescar e beber água.
Terminei com o tempo de 1h24m25s, o que foi o melhor registo pessoal nos 15km.

Até breve e boas corridas.


Resumo do treino:
Duração: 1h24m25s
Distância: 15,01km
Ritmo/médio: 5,37m/km

27 de agosto de 2012

Férias

O mês de Agosto foi escolhido para a pausa desportiva, apenas interrompido ocasionalmente para as pernas não enferrujarem. Em Setembro recomeçarão as corridas e fazer os possíveis para impor regras de treino mais regulares. O objectivo é cumprir 3 treinos por semana (2 curtos e 1 mais longo).

29 de julho de 2012

Treinos em semana de férias

A semana passada estive de férias e aproveitei para fazer uns treinos ligeiros. No total foram três treinos,  dois em estrada e um na praia e 21,45km percorridos.
O calor e o facto de a praia ser bastante cansativa quando se tem uma filha de 2 anos e meio cheia de energia, não deixou grande folga física para correr mais tempo, mas acho que o saldo é bastante positivo. :)
Esta semana vai ser calminha e depois vêm novamente as férias onde os ténis irão fazer parte da bagagem para não ficarem mal habituados. :)

1 de abril de 2012

Começar a correr


Como tudo começou...
Desde a primeira edição até à deste ano que participei na maioria das Mini-maratonas de Lisboa (Ponte 25 de Abril) e ao chegar à meta dizia para mim mesmo "Para o ano, treino com alguma antecedência e faço a meia maratona.", mas no ano seguinte o pensamento não tinha passado disso mesmo.
Este ano foi diferente. Com as modernices tecnológicas de poder correr com o telemóvel e através do gps ficar com o registo dos percursos e tempos efectuados a motivação ganhou forças e resolvi dar continuidade às corridas. E esse mesmo sentimento "apanhou" alguns dos meus amigos, o que faz com que isto de correr, ou simplesmente fazer exercício, seja uma coisa divertida e nada monótona.
Com isto ganho em bem estar físico e psicológico.