6 de setembro de 2013
Vodafone Runner
A Vodafone disponibiliza inscrições gratuitas para a Maratona, Meia Maratona e Mini Maratona, a realizar no dia 6 de Outubro em Lisboa. Para isso basta instalar no telemóvel a aplicação Vodafone Runner (Google Play, App Store).
2 de setembro de 2013
3º Treino Solidário Correr Lisboa
Após o regresso de férias, onde os treinos foram escassos, sábado foi dia de participar no 3º Treino Solidário organizado pelo Correr Lisboa.
Como no treino iria fazer a corrida de 5km, decidi que iria a correr desde casa até lá (que são pouco mais de 5km), para adicionar mais alguns kms às pernas. Desafiei o André a ir também comigo e ele aceitou prontamente.
A instituição escolhida para este treino solidário foi a Comunidade Vida e Paz e os donativos pedidos eram bens alimentícios e produtos de higiene.
Para não termos de correr até ao local do treino com os produtos que íamos oferecer, a Rute Ornelas foi de carro e levou as nossas coisas.
O treino era às 9h no Complexo Desportivo Municipal do Monte da Galega (Amadora) e nós saímos de Odivelas por volta das 8:30h. Eram "apenas" 5km mas os últimos 2 são sempre a subir e com bastante inclinação. Estes 5km foram sem dúvida um excelente aquecimento para o treino e também uma boa preparação para a Meia Maratona das Lampas que iremos fazer no próximo sábado.
Em relação ao Treino Solidário, foi aquilo que o pessoal do Correr Lisboa nos tem habituado. Excelente organização e muita simpatia e boa disposição. Após os cumprimentos e as fotos da praxe deu-se início à caminhada de 3km em simultâneo com a corrida de 5km.
Depois houve sessão de alongamentos e deu-se início às restantes atividades que estavam no programa:
- Provas de 100m, 400m, 800m, 4x400m e 4x1000m
- Provas de 100m, 400m, 800m, 4x400m e 4x1000m
- Treino Fitness Militar pela Academia de Fitness Militar
Desde os tempos de escola e futebol que nos treinos de sprints ficava no grupo dos mais rápidos, e por isso, a curiosidade de saber em quanto tempo conseguia correr os 100m era grande.Achei então que era a altura de "matar" essa curiosidade e experimentei. Na primeira série terminei em 2º lugar (em 7 participantes), mas como não conseguia estar a correr e ao mesmo tempo a arrancar e parar o relógio, não medi o tempo que fiz.
Depois houve mais uma série de 7 atletas e fez-se então uma final com os 3 melhores de cada série. Pedi então ao André o favor de cronometrar a minha prova, uma vez que ele não ia participar. Terminei em terceiro mas muito orgulhoso do tempo que o André me mostrou no final.
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| Final dos 100m (falta sair os resultados dos testes anti-dopagem dos 2 primeiros classificados) |
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| O Bolt que tenha cuidado porque só fiquei a 2 segundos dele. |
No final das provas foram distribuídos alguns brindes e sorteados pares de calçado Adidas (infelizmente não me calhou nenhum). :)
Foi sem dúvida uma manhã muito bem passada em mais uma excelente iniciativa do Correr Lisboa e onde todos estão de parabéns, desde os organizadores aos participantes.
Foi sem dúvida uma manhã muito bem passada em mais uma excelente iniciativa do Correr Lisboa e onde todos estão de parabéns, desde os organizadores aos participantes.
9 de agosto de 2013
Under Armour Charge RC 2
Com o grande "boom" que a corrida tem tido no nosso país. São várias as novas marcas que têm surgido no nosso mercado. A par disso, muitas dessas marcas estão a lançar modelos que vêm revolucionar a forma como estávamos habituados a correr. Calçado mais minimalista e que nos obriga a que o primeiro contacto do pé com o solo se faça com a parte do meio, em vez de ser com o calcanhar.
Com tudo isto, o meu interesse por experimentar este tipo de calçado com um drop mais baixo (diferença de altura entre o calcanhar e a parte da frente), tem vindo a aumentar e são várias as pessoas que conheço que têm e estão realmente maravilhadas com a diferença.
Para grande surpresa minha (e satisfação), na semana passada recebi um convite do Correr Lisboa, a dizer que a Under Armour, em parceria com eles, iria realizar um treino para se testar os Under Armour Charge RC2.
Na quarta-feira, ao final da tarde, fui então até à zona da Torre de Belém com o pessoal da Correr Lisboa, mais uns quantos convidados, fazer o teste, acompanhados por pessoal da Under Armour Portugal e pelo atleta nacional Luís Pinto.
Ao pegar nos UA Charge RC 2 temos logo a noção de se tratar de uns ténis bastante leves (227g). Depois ao calçar sentimos uma grande liberdade de movimentos dos dedos devido ao amplo espaço na parte da frente e também à zona superior constituída por um material muito flexível e respirável.
A forma também se adapta muito bem ao pé e quase não é necessário apertar os atacadores.
Assim que começamos a correr a sensação de leveza e conforto são muito boas e instintivamente "obrigados" a apoiar o pé no chão com a parte do meio o que nos impulsiona logo para a passada seguinte de forma natural e com uma postura muito mais correta.
Fiz apenas 10km com eles mas não tive o mínimo sinal de bolhas (uma coisa com que padeço bastante, habitualmente, se não tiver cuidado na escolha das meias e no creme).
Em jeito de conclusão, gostei mesmo muito deste modelo e como ponto menos positivo só o facto de achar o preço um pouco elevado (cerca de 135€), mesmo comparado com outros modelos do mesmo segmento.
Uma vez mais, muito obrigado à Under Armour, à Correr Lisboa e ao grupo fantástico que participou neste treino, sempre com grande animação e companheirismo.
8 de agosto de 2013
4º Treino Correr Lisboa
Há cerca de um mês, o pessoal do Correr Lisboa, começou a organizar uns treinos todas as 3ªs feiras ao fim da tarde (19:15h) no Estádio Universitário de Lisboa (EUL). Devido à logística familiar, é uma hora muito complicada para mim, que como já referi algumas vezes, o único período em que consigo treinar é mesmo de madrugada.
Aproveitando o facto de ter "despachado" a miúda mais cedo de férias com os avós, resolvi desafiar a esposa a irmos ao treino. "Ah, mas eu nunca corri e não vou aguentar o ritmo" e coisas desse género foi a resposta que obtive. Felizmente a Sandra do Correr Lisboa, publicou no evento do facebook, que para além dos dois grupos habituais (um mais rápido e outro mais lento), iriam formar também um grupo de caminhada. Problema resolvido e desafio aceite. :)
Desafiei também o casal Ornelas e o casal Quintanilha que prontamente aceitaram.
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| Para além das vantagens do treino descritas neste artigo. O treino conta ainda com a excelente reportagem fotográfica da Sandra Claro. |
Os treinos têm sido sempre diversificados.
O desta semana começou com um ligeiro aquecimento, depois dividiu-se o grupo em 3 (caminhada, mais lento e mais rápido) e cada um desses grupos percorreu durante 40 minutos os caminhos do EUL. Passados os 40 minutos agrupou-se novamente toda a gente para uns alongamentos e tivemos direito a água e tudo. Depois disso fomos até uma zona mais inclinada onde foi explicado a maneira mais correta de efetuarmos uma subida a correr, de forma a mantermos uma postura correta, facilitando assim a respiração e aliviando a pressão exercida nos joelhos.
Para a semana vai ser feito um Teste de Cooper para avaliar a condição de cada um e daqui a uns tempos irão repetir para se analisar a evolução pessoal.
O desta semana começou com um ligeiro aquecimento, depois dividiu-se o grupo em 3 (caminhada, mais lento e mais rápido) e cada um desses grupos percorreu durante 40 minutos os caminhos do EUL. Passados os 40 minutos agrupou-se novamente toda a gente para uns alongamentos e tivemos direito a água e tudo. Depois disso fomos até uma zona mais inclinada onde foi explicado a maneira mais correta de efetuarmos uma subida a correr, de forma a mantermos uma postura correta, facilitando assim a respiração e aliviando a pressão exercida nos joelhos.
Para a semana vai ser feito um Teste de Cooper para avaliar a condição de cada um e daqui a uns tempos irão repetir para se analisar a evolução pessoal.
Como era dia de aniversário de um dos membros do Correr Lisboa, fomos ainda brindados com uma fatia de bolo (mas apenas para quem cantou os parabéns). :)
É o treino ideal para:
- quem nunca correu e tem curiosidade em saber o quanto é bom correr;
- todo os que não gostam de correr sozinhos;
- quem corre pouco e acha que está a ser difícil evoluir;
- quem já corre regularmente mas que quer melhorar a sua técnica de corrida
- quem gosta de vez em quando de variar o seu treino e treinar acompanhado num ambiente divertido e descontraído;
Resumindo é bom para todos.
Sem dúvida um evento a repetir sempre que possa e que recomendo vivamente.
Participem num treino destes e depois venham aqui dar a vossa opinião do que acharam.
Fotos minhas deste treino
Todas as fotos do treino publicadas no facebook do grupo Correr Lisboa
É o treino ideal para:
- quem nunca correu e tem curiosidade em saber o quanto é bom correr;
- todo os que não gostam de correr sozinhos;
- quem corre pouco e acha que está a ser difícil evoluir;
- quem já corre regularmente mas que quer melhorar a sua técnica de corrida
- quem gosta de vez em quando de variar o seu treino e treinar acompanhado num ambiente divertido e descontraído;
Resumindo é bom para todos.
Sem dúvida um evento a repetir sempre que possa e que recomendo vivamente.
Participem num treino destes e depois venham aqui dar a vossa opinião do que acharam.
Fotos minhas deste treino
Todas as fotos do treino publicadas no facebook do grupo Correr Lisboa
6 de agosto de 2013
V TLNO
Sábado foi dia de ir até à bela vila de Óbidos para participar nos 26km do TLNO (Trail Noturno da Lagoa de Óbidos).
AVISO: O texto é longo, por isso, podem já saltar para a parte que diz RESUMO.
Saí de Lisboa, acompanhado da minha esposa e do casal Ornelas (André e Rute). Ao chegarmos a Óbidos encontrámo-nos com a Inês e restante família, e mais tarde juntou-se a nós o Ildebrando.
Assistimos todos juntos à partida do pessoal dos 50km às 21h e depois eu, o André, a Inês e o Ildebrando fomos para o cimo da vila, para o local onde se iria realizar o briefing com a explicação do trajeto, marcações a seguir, abastecimento, etc. do TLNO.
Aqui reparei que, no meio, dos cerca de 400 atletas, apenas 3 tinham o frontal utilizado na Urban Night. Precisamente eu, o André e a Inês. Mais tarde percebi o motivo de mais ninguém utilizar aquela maravilha e de ter uma luz a sério.
Às 21:45h foi dada a partida e lá fomos. O Ildebrando foi à vida dele (e fez uma prova muito boa com um tempo final de 2h59m13s), e eu segui com a Inês e o André.
Os primeiros kms da prova deram para rolar +/- bem e aos 5km deparamo-nos com uma descida muito técnica e que tinha que ser feita com muito cuidado. Assistimos a muitas escorregadelas, mas nada de grave. O André tem andado com alguns problemas devido a uma fascite plantar e este tipo de terreno não o ajudou muito, sentindo algumas dificuldades nesta fase da corrida. Dissemos-lhe que o melhor seria ficar no abastecimento ao km 8, porque ainda faltavam 18km para o fim e não valia a pena agravar a lesão.
Chegámos ao abastecimento e o André como é ajuizado resolveu.................continuar (e com essa decisão acabou depois por vencer, com distinção, o prémio de "Teimoso do Ano"). Disse que ia mais devagar e para eu seguir com a Inês, porque ele ficava bem. Tinha também telemóvel e se fosse necessário ligava-me.
Nesta fase da prova, corremos cerca de 5km, por uma estrada larga de terra sempre junto à lagoa e deu para rolar bastante bem. Foi uma parte porreira, porque fomos sempre na conversa e sem grandes preocupações em ir atentos às marcações do trajeto. Aqui já o meu frontal mal se via e tive que recorrer à lanterna que levava na mochila e que (bem) me iluminou até ao final.
Ao km 14 tivemos o segundo (e último) abastecimento. Foi um abastecimento de sólidos e líquidos muito bom e variado, mas pecou por ser muito cedo, pois ainda faltavam 12kms para o final da prova.
Depois entramos numa parte muito gira com zonas de pinhal, passagens por canaviais e vegetação alta. Já perto do km 19 ou 20 (não sei precisar), vimos pessoal aglomerado e pensámos que houvesse alguma descida complicada (antes fosse), mas não, era nada mais nada menos que um canal cheio de lodo que tínhamos que atravessar,, enterrados até ao joelhos. Sem outra hipótese possível lá atravessei aquilo.
Esta passagem pelo lodo, foi um autêntico soco no estômago e a nível anímico deixou-me completamente de rastos. Vi que a Inês continuava forte e como ia mais gente junto a nós num ritmo bom disse-lhe para seguir com eles e aproveitar a boleia.
Um pouco mais à frente há uma atleta que me cede passagem num troço e me parece em dificuldades, pergunto-lhe se está bem e ela diz que tinha torcido o joelho e por isso não podia forçar muito. Respondi-lhe que seguiria com ela até à chegada a Óbidos e lá fomos, ora correndo, ora andando.
Chegámos ao km 24 e eu incentivei-a a dizer que faltava apenas 1km, ao que ela respondeu a dizer que tinha feito a prova o ano passado, que o trajeto tinha sido o inverso e que se lembra de chegar aquela zona já com 3km, por isso, seria essa a distância que faltava para o final. Uns metros à frente estava um rapaz da organização e indicar o caminho e a dizer que faltava pouco mais de 1km. Algo não batia certo. Mais à frente percebemos o que era. Novo aglomerado de atletas e mais lodo, mas desta vez passando por dentro de um túnel com cerca de 30 metros de comprimento e com uma altura em que íamos tão curvados que quase tocávamos com o queixo naquela porcaria.
Depois disso tivemos uma subida até perto do castelo e para terminar fomos presenteados com uma escadaria até à muralha.
Junto à muralha vejo uma entrada, ouço aplausos e penso "Que porreiro, agora deve haver público a aplaudir ao longo da vila, até chegar à meta" e não me enganei. Só me enganei no facto da meta ser ali mesmo e assim que acabei de ter aquele pensamento, estavam dois senhores à minha frente a felicitar-me, a entregar a caneca alusiva à prova e a retirarem o chip do dorsal.
Depois foi atirar-me à sopa, chá, melancia, melão, bolachas e água existente no final e ir ter com a esposa e amigos que lá estavam, para esperar-mos pela chegada do André. Ainda encontrei a Rute e o Vítor que também fizeram a prova.
Resumo:
- Foi o meu segundo trail. O primeiro tinha sido os 20km de Sesimbra.
- Bati o meu record de distância percorrida (26,20km) e maior duração de prova (3h47m17s)
- O facto do trail ter sido à noite, não conseguimos aproveitar as paisagens que estas provas nos proporcionam.
- Descobri como é importante ter um bom frontal em vez de uma luz fosca
- As 3 travessias no lodo podiam não fazer parte do percurso. Acho piada aos trilhos em que se atravessam riachos de água cristalina, mas sítios de lodo e lama e não são o meu género, daí não achar muita píada a provas como o Comando Challenge e outras do género.
- Para o ano logo se vê, mas em principio lá estarei.
AVISO: O texto é longo, por isso, podem já saltar para a parte que diz RESUMO.
Saí de Lisboa, acompanhado da minha esposa e do casal Ornelas (André e Rute). Ao chegarmos a Óbidos encontrámo-nos com a Inês e restante família, e mais tarde juntou-se a nós o Ildebrando.
Assistimos todos juntos à partida do pessoal dos 50km às 21h e depois eu, o André, a Inês e o Ildebrando fomos para o cimo da vila, para o local onde se iria realizar o briefing com a explicação do trajeto, marcações a seguir, abastecimento, etc. do TLNO.
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| Ildebrando, amigo da Inês, Inês, eu e o André |
Aqui reparei que, no meio, dos cerca de 400 atletas, apenas 3 tinham o frontal utilizado na Urban Night. Precisamente eu, o André e a Inês. Mais tarde percebi o motivo de mais ninguém utilizar aquela maravilha e de ter uma luz a sério.
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| Momentos antes da partida. É sempre este o ambiente antes, durante e após uma prova de trail. |
Às 21:45h foi dada a partida e lá fomos. O Ildebrando foi à vida dele (e fez uma prova muito boa com um tempo final de 2h59m13s), e eu segui com a Inês e o André.
Os primeiros kms da prova deram para rolar +/- bem e aos 5km deparamo-nos com uma descida muito técnica e que tinha que ser feita com muito cuidado. Assistimos a muitas escorregadelas, mas nada de grave. O André tem andado com alguns problemas devido a uma fascite plantar e este tipo de terreno não o ajudou muito, sentindo algumas dificuldades nesta fase da corrida. Dissemos-lhe que o melhor seria ficar no abastecimento ao km 8, porque ainda faltavam 18km para o fim e não valia a pena agravar a lesão.
Chegámos ao abastecimento e o André como é ajuizado resolveu.................continuar (e com essa decisão acabou depois por vencer, com distinção, o prémio de "Teimoso do Ano"). Disse que ia mais devagar e para eu seguir com a Inês, porque ele ficava bem. Tinha também telemóvel e se fosse necessário ligava-me.
Nesta fase da prova, corremos cerca de 5km, por uma estrada larga de terra sempre junto à lagoa e deu para rolar bastante bem. Foi uma parte porreira, porque fomos sempre na conversa e sem grandes preocupações em ir atentos às marcações do trajeto. Aqui já o meu frontal mal se via e tive que recorrer à lanterna que levava na mochila e que (bem) me iluminou até ao final.
Ao km 14 tivemos o segundo (e último) abastecimento. Foi um abastecimento de sólidos e líquidos muito bom e variado, mas pecou por ser muito cedo, pois ainda faltavam 12kms para o final da prova.
Depois entramos numa parte muito gira com zonas de pinhal, passagens por canaviais e vegetação alta. Já perto do km 19 ou 20 (não sei precisar), vimos pessoal aglomerado e pensámos que houvesse alguma descida complicada (antes fosse), mas não, era nada mais nada menos que um canal cheio de lodo que tínhamos que atravessar,, enterrados até ao joelhos. Sem outra hipótese possível lá atravessei aquilo.
Esta passagem pelo lodo, foi um autêntico soco no estômago e a nível anímico deixou-me completamente de rastos. Vi que a Inês continuava forte e como ia mais gente junto a nós num ritmo bom disse-lhe para seguir com eles e aproveitar a boleia.
Um pouco mais à frente há uma atleta que me cede passagem num troço e me parece em dificuldades, pergunto-lhe se está bem e ela diz que tinha torcido o joelho e por isso não podia forçar muito. Respondi-lhe que seguiria com ela até à chegada a Óbidos e lá fomos, ora correndo, ora andando.
Chegámos ao km 24 e eu incentivei-a a dizer que faltava apenas 1km, ao que ela respondeu a dizer que tinha feito a prova o ano passado, que o trajeto tinha sido o inverso e que se lembra de chegar aquela zona já com 3km, por isso, seria essa a distância que faltava para o final. Uns metros à frente estava um rapaz da organização e indicar o caminho e a dizer que faltava pouco mais de 1km. Algo não batia certo. Mais à frente percebemos o que era. Novo aglomerado de atletas e mais lodo, mas desta vez passando por dentro de um túnel com cerca de 30 metros de comprimento e com uma altura em que íamos tão curvados que quase tocávamos com o queixo naquela porcaria.
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| O famoso e mal cheiroso túnel. |
Junto à muralha vejo uma entrada, ouço aplausos e penso "Que porreiro, agora deve haver público a aplaudir ao longo da vila, até chegar à meta" e não me enganei. Só me enganei no facto da meta ser ali mesmo e assim que acabei de ter aquele pensamento, estavam dois senhores à minha frente a felicitar-me, a entregar a caneca alusiva à prova e a retirarem o chip do dorsal.
Depois foi atirar-me à sopa, chá, melancia, melão, bolachas e água existente no final e ir ter com a esposa e amigos que lá estavam, para esperar-mos pela chegada do André. Ainda encontrei a Rute e o Vítor que também fizeram a prova.
Resumo:
- Foi o meu segundo trail. O primeiro tinha sido os 20km de Sesimbra.
- Bati o meu record de distância percorrida (26,20km) e maior duração de prova (3h47m17s)
- O facto do trail ter sido à noite, não conseguimos aproveitar as paisagens que estas provas nos proporcionam.
- Descobri como é importante ter um bom frontal em vez de uma luz fosca
- As 3 travessias no lodo podiam não fazer parte do percurso. Acho piada aos trilhos em que se atravessam riachos de água cristalina, mas sítios de lodo e lama e não são o meu género, daí não achar muita píada a provas como o Comando Challenge e outras do género.
- Para o ano logo se vê, mas em principio lá estarei.
25 de julho de 2013
UMA 2013 - Antevisão
Domingo realiza-se a Ultra Maratona Atlântica 2013 (UMA). Para os mais distraídos, a UMA é uma corrida de 43km, sempre pela praia, com partida em Melides e meta em Tróia.
Desde que começámos a correr e que o meu amigo Vitório se começou a interessar por corridas longas, que esta prova saltou para a sua "to do list...". E então decidiu participar já na edição deste ano.
No momento em que comunicou ao resto do grupo, que já tinha feito a inscrição, dissemos-lhe que o acompanharia-mos nos últimos 10kms da prova para lhe dar ânimo (porque força ele tem que chegue para ele e para mais 3 ou 4 de nós). Como diz o Pedro ao jeito de Jorge Jesus "O Vitório tá muita forte".
Então domingo irei de manhã, com o Pedro, o André e respetivas famílias para a bonita praia de Tróia. Depois deixamos as esposas e crianças na zona da chegada e vamos os 3 até à perto da Comporta (um pouco antes, porque da Comporta a Tróia ainda são 15kms e aí corríamos o risco de não ter pedalada para o acompanhar, mesmo ele vindo já com 28km nas pernas), para depois o acompanhar nessa reta final e assistir à sua passagem triunfal na meta e à concretização de mais um sonho.
Quem sabe se daqui a uns tempos não estaremos também a 10km de Chamonix para o acompanhar também a riscar mais uma linha da sua "to do list..." ;)
22 de julho de 2013
Tudo (quase) perfeito.
Ao desafio que lancei no post anterior (treino longo Odivelas-Amoreiras-divelas), responderam afirmativamente nada mais, nada menos que o "Dean Karnazes da Amadora" e o "Kilian Jornet de Odivelas", também conhecidos por Vitório e Ildebrando, respetivamente.
Só pela apresentação dos atletas, podem perceber na embrulhada em que me enfiei. O Vitório para a semana vai fazer os 43km da Ultra Maratona Atlântica (Melides-Tróia), o Ildebrando está a preparar com rigor a sua primeira maratona a realizar em Outubro.
Tal como combinado às 6:30h, estava tudo a postos para dar início ao treino.
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| Ildebrando, Vitório e eu (só ao chegar a casa reparei que enquanto eu sorria inocentemente para a foto, o sorriso deles já tinha algo de maléfico). :) |
O ritmo médio pensado inicialmente seria de 5:45m/km e sabia que para as coisas não fugirem ao previsto teria que ser eu a controlar o relógio e a pôr travões nos meninos. O primeiro km foi feito perto dos 6 minutos, mas os 2 seguintes já foram a 5:30. Ao km 4 chegamos à Calçada de Carriche e naturalmente fomos novamente para os 6m/km. Já no Lumiar e em terreno plano avisaram-me que como a subida tinha sido lenta, era necessário acelerar um pouco também para compensar depois a subida que iríamos ter ao km 11 na do Marquês de Pombal para as Amoreiras (estão a ver a raça desta malta).
Como no dia 3 de Agosto vou fazer o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos, e ainda não tinha experimentado correr com a mochila*, resolvi levá-la para este treino, com quase 2 litros de água, bolachas, gel, barra de cereais e papel higiénico (para simular o que irei levar para o trail).
Os meus amigos não levaram rigorosamente nada e, por isso, por duas vezes perguntei se não queriam parar para beber água (não tanto por estar preocupado com eles, mas sim para eu aproveitar esses momentos para descansar). Só ao km 16, resolveram parar num posto de gasolina. "Ah que bom, finalmente vou conseguir recuperar o fôlego por uns instantes." (pensei eu), mas ao fim de 30 segundos "Vá, embora temos de continuar para as pernas não arrefecerem". E pronto lá tive que seguir viagem ainda com os pulmões bem perto das amígdalas.
Os kms seguintes fizeram-se praticamente sempre em plano e a descer e o km 19 foi até o mais rápido de todos (5:16m/km). Depois disso, o cansaço já era muito e comecei a sentir dores em ambos os pés, sinal de duas "belas" bolhas. Avisei os meus companheiros de corrida que iria apenas "arrastar-me até aos 21,5km, para bater o meu recorde pessoal de distância e que depois iria andar no km que faltava até casa, por isso, eles podiam seguir o ritmo deles que eu ficava bem. E assim foi, parei aos 21,58km, com 2 recordes pessoais (distância e 1/2 maratona), muito satisfeito com a minha prestação e mais ainda por eles terem continuado esse último km, por seria muito mau para mim sentir que tinha prejudicado (mais ainda) o ritmo de treino deles.
Concluindo, foi um treino com um grau de satisfação de 99% (apenas falhou, por não ter conseguido atingir os 25km pensados inicialmente). O tempo estava muito bom para correr, a companhia foi excelente e tivemos 2 horas de muita conversa boa, apenas interrompida da minha parte na subida para as Amoreiras, onde avisei logo que só falaria no final da mesma. Muito obrigado aos dois pelo companheirismo, animação e paciência.
Ficou sem dúvida a vontade de repetir, mas em terrenos mais acidentados (trail), quando os calendários de férias e objetivos de treino o permitirem.
Fica a foto resumo e o link para os detalhes do treino:
*De início foi um pouco estranho correr de mochila devido ao peso extra, mas depressa essa sensação desapareceu e não senti qualquer incómodo. A mochila molda-se muito bem às costas e ao peito. Para os trails/treinos longos que penso fazer, acho que serve muito bem. Passou com nota muito positiva neste primeiro teste.
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