18 de março de 2013

Último longo antes da 1/2

A precisamente uma semana da estreia na meia maratona, queria ir fazer um treino para a zona de Algés e Belém por ser o sítio onde se vai realizar grande parte da corrida. Convidei alguns amigos no facebook e durante a semana eram 13 os que confirmaram que iriam estar presentes às 8h.
Às 7:30h, saí de casa e já lá estava o Vitório à porta, esperámos um pouco pelo Lima e fomos em direção a Algés debaixo de muita chuva ao longo da IC17. Ao chegar ao local combinado, fomos brindados com um enorme trovão que parecia que o próprio carro tinha servido de pára-raios. Já lá estava o Pedro e entretanto chegou o André com o Nuno, o Hugo e uns minutos depois a Carmen e o Humberto que já tinham ligado a confirmar a presença, mas que devido à chuva o trânsito estava caótico na marginal. Antes de começar tivemos a confirmação de 4 desistências. Uns por questões pessoais e outros por "medo" da chuva.
O objectivo do treino era correr 1h30m e como sabíamos que iria haver diferentes ritmos decidimos fazer 45m para um lado e regressar, assim apesar das diferenças de velocidade chegávamos todos ao mesmo tempo.
O primeiro km foi feito com os 9 "malucos" todos juntos e a partir daí começou a formar-se 2 grupos, um a rolar +/- a 5:30m/km e o outro a 6:45m/km.
A chuva foi muito simpática acompanhou-nos sempre até ao final. E assim que terminámos o treino, ela parou também.
Foi um treino muito agradável, com excelente companhia, boa conversa e ainda deu para fazer 16km. De realçar também que nos cruzámos com bastantes "malucos" que assim como nós, não se deixaram intimidar pelo mau feitio do s. Pedro.
Agora é secar os ténis e ver se durante a semana faço dois treinos muito ligeiros só para as pernas não entrarem em "modo preguiça".

Dos 9 "malucos", falta o Hugo que teve de terminar o treino mais cedo



8 de março de 2013

Recaída

Depois de semana e meia de treinos após a paragem por lesão, eis que com um movimento mais brusco, quarta-feira, ao rodar a perna, voltei a sentir uma forte dor na coxa, o que resultou em nova paragem.
Neste momentos já estou melhor (quase sem dores a andar) e conto voltar aos treinos na segunda-feira. Pelo menos até à meia maratona não vai haver futsal e depois só mesmo quando tiver a certeza de que tudo está ok.

27 de fevereiro de 2013

Treino feliz

Hoje saí de casa às 6h para ir correr. Estava frio (muito), e se calhar por isso ao km 3 parecia que estava cansado. Devia ser por custar mais a respirar devido ao frio. A partir daí comecei-me a sentir cada vez melhor. Foi daqueles treinos que nos deixam com um sorriso na cara, até ao fim do dia.
Fiz o que queria e correu muito melhor do que estava à espera. Foi mesmo um "treino feliz".

Para os meus amigos que acham que sou maluco por andar a correr de madrugada, quando ainda está escuro, aqui fica a prova de que (no fim do treino) já o dia tinha "nascido".  :)

Resumo do treino:
Distância: 10,10km
Tempo: 52:18m
Ritmo médio: 5:11 m/km


25 de fevereiro de 2013

Estou de volta

Bom dia amigos e companheiros de corrida blogueiros. Peço desde já desculpa aos meus fieis seguidores por não dar notícias há quase duas semanas. O motivo dessa ausência deveu-se ao facto de, uns dias após os 20km de Cascais, no final de um treino de futsal, ao tentar sprintar senti uma forte dor na coxa direita e tive que parar imediatamente (dia 13).
Resultado: Rotura no músculo reto da coxa.
O primeiro pensamento foi "já se foi a 1/2 Maratona!". Por isso nestas duas semanas o ânimo não tem sido dos melhores. Fiz tratamento, muito gelo, anti-inflamatório e massagem e parece que as coisas estão a resultar. Deixei de sentir dores ao andar, na quinta feira passada (dia 21) e resolvi esperar mais uns dias até experimentar treinar novamente.
Hoje foi dia de voltar a correr.
Saí de casa às 6h e a ansiedade era tanta que nem dei pelo frio. O pensamento era só "E se sentir alguma dor, como vai ser? Falta menos de um mês para a 1/2 maratona se ainda não estou bom, quando vou recuperar da lesão e preparar-me para a prova?". Por precaução levei a coxa elástica para o músculo ir mais "aconchegado". Não quis estar a forçar muito e fiz apenas 6km. O treino correu bastante bem e não senti qualquer dor, o que me deixou mais animado.
Agora é retomar os treinos normais e tentar voltar à forma que estava na altura dos 20kms de Cascais.

Resumo do treino:
Distância: 6,20km
Tempo: 30m45s
Ritmo médio: 4:57 m/km


12 de fevereiro de 2013

20Km de Cascais

Carla, Pedro C., eu e Vitório
Ontem foi dia dos 20Km de Cascais. A manhã estava fresca, mas contrariamente ao previsto não estava a chover. Como combinado, encontrei-me com o Vitório e com o Bruno à minha porta às 8:15h. O casal Ornelas (André e Rute) e o pessoal de Massamá (Pedro, Miguel e Joaquim) encontraram-se connosco junto há zona da partida. Aí ainda deu para estar uns minutos à conversa com o Pedro Carvalho e a Carla e encontrar mais algum pessoal conhecido. Às 9:40h fui com o Vitório fazer um aquecimento e quando nos dirigimos depois para a partida já não nos conseguimos juntar ao resto do grupo, que já estavam bastante para a frente. A partida foi dada às 10h em ponto e lá fomos nós. Ao fim do 1º km conseguimos alcançar o Bruno, o André e o Pedro. Os primeiros 5km são feitos dentro de Cascais e voltamos a passar pela zona da partida, depois seguimos sempre junto ao mar numa paisagem magnífica em direção ao Guincho, sempre com algumas subidas e descidas quase imperceptíveis mas que sabemos que vão fazendo mossa nas pernas. Quer eu, quer o Vitório tínhamos pensado em fazer um tempo a rondar a 1h45m, mas ao km 7 ou 8 vimos que a continuar assim o resultado ia ser bem abaixo disso se não houvesse nenhum percalço.
O Pedro Carvalho ia com mais dois amigos e nesta fase seguíamos os 5 num bom ritmo e num ambiente muito descontraído. Ao chegarmos ao km 10 íamos com 48m37s o que nos dava uma boa margem até para fazer um tempo final de 1h40m. Um pouco depois disso o cansaço do dia anterior (viagem e jogo) começou-se a fazer notar e sentindo o Vitório muito forte disse-lhe para avançar, ao que ele recusou, mas ficou ali combinado que aos 15km se ainda se sentisse bem que iria forçar o ritmo.
Apesar das pernas se queixarem cada vez mais, esta fase da prova trouxe-me um novo ânimo. Normalmente não gosto de provas de "ir e vir", porque enquanto não chego ao ponto de retorno o pensamento muitas vezes é "Ainda falta tanto. Ainda nem sequer cheguei a meio da prova." e isso deita-me a moral um bocado abaixo. Mas esta foi diferente. Com a quantidade de amigos que participou na prova e outros tantos que já conheci destas andanças das corridas, foi muito agradável conseguir encontrar todo esse pessoal, e saber como iam, quer os mais rápidos, quer os menos rápidos. Este alento fez com que chegasse ao km 14, quase sem dar por isso (o ponto de retorno foi +/- aos 12,5km).
Ao km 15 houve abastecimento e o Vitório perguntou-me se eu ficava bem para os últimos 5km. Disse-lhe que sim e que fizesse um grande tempo e ele "disparou" como se tivesse começado a correr às 10 minutos. O Pedro e os amigos também descolaram, mas ia conseguindo manter o contacto visual com eles.
Até ao final tive a sensação que ia muito lento e que as pernas já não respondiam a novos estímulos. Ia com a "menina" do endomondo sem som para não desanimar ainda mais e apenas ia vendo as horas no relógio à passagem das tabuletas com a indicação dos kms. Com a folga que levava sabia que ia terminar abaixo 1h40m, mas fui ficando espantado ao ver que mesmo pensando o contrário, continuava a fazer sempre menos de 5m/km (o km 18 foi exactamente 5'00'' e contou com uma subida bastante longa).
No final com Vitório, eu, André,
Bruno e Rute
Apesar do último km ser sempre a descer, as pernas iam com o "cruise control" para aquela velocidade e por isso o tempo não sofreu grandes alterações. Assim cortei a meta 1h38m08s depois de ter sido dada a partida.
Prova muito agradável, com uma paisagem magnífica e onde não houve também nada a apontar à organização. A repetir, sem dúvida. Ainda para mais porque no próximo ano a camisola da prova terá lá impresso um "Tiago Rodrigues".




Resumo da prova:
Distância: 20,17km
Tempo: 1h38m08s
Ritmo Médio: 4:52 m/km

8 de fevereiro de 2013

Treinos e antevisão de Cascais


No domingo foi dia de ir até à Quinta das Conchas, para um treino convívio com malta amiga em que o objectivo era correr pelo menos uma hora e ao ritmo do elemento mais lento para não deixar ninguém para trás. Foi, por isso, um treino muito descontraído e agradável.
Resumo do treino:

Distância: 13,27km
Tempo: 1h26m12s
Ritmo: 6:30 m/km
Workout

Entretanto era para fazer durante a semana mais dois treinos mas acabei por só conseguir fazer um na terça-feira.

Resumo do treino:

Distância: 10,30km
Tempo: 52m50s
Ritmo: 5:08 m/km
Workout


Domingo é dia dos 20km de Cascais. Será um excelente treino para o grande objectivo que é o de fazer 1h45m na 1/2 Maratona de Lisboa a 24 de Março. Para isso, quero fazer os 20km entre a 1h40m e a 1h45m e depois avaliar com um mês e meio de antecedência o que poderei fazer nos 21,097km. Um dos factores que vai de certeza influênciar a minha prestação de Cascais, vai ser o de amanhã ir (e vir) a Penafiel para jogar futsal. Para além do jogo de futsal que é sempre intenso a nível físico, vou somar 700km de condução. Prometo às minhas pernas que lhes darei descanso no domingo à tarde, se se portarem bem de manhã.
Acho a camisola da prova muito engraçada, por ter o nome de todos os atletas que terminaram a prova no ano passado. Pelo que me disseram, todos os anos é assim, por isso, espero que na edição 31 (2014), o meu nome também esteja lá gravado. :)



29 de janeiro de 2013

XXIII G.P. Fim da Europa

Este domingo realizou-se o XXIII G.P. Fim da Europa. Prova de aproximadamente 17km, que vai do centro de Sintra e até ao ponto mais ocidental da Europa, o Cabo da Roca. Apesar de já ir na sua 23ª edição, a prova não se realizou o ano passado por falta de verbas, mas um grupo de "benfeitores" realizou à mesma um treino que teve uma enorme adesão e que serviu para mostrar à organização desta magnífica prova, que a mesma se pode fazer com menos recursos e que os atletas que lá vão, não o fazem pelos prémios mas sim pela excelência do percurso e das vistas que a mesma proporciona.
Basta uma pequena pesquisa no google sobre esta prova para lerem dezenas de relatos sobre a mesma e comprovarem que a opinião é unânime. Quem vai, só pensa em lá voltar no ano seguinte.
Falando agora da minha prestação.
Pedro, Bruno, André, eu, Jorge e Vitório
O Vitório foi-me buscar e arrancámos para Sete Rios onde íamos esperar pelo Bruno que chegava de comboio às 8h. Chegámos a Sintra às 8.30h e esperámos dentro do carro, devido à forte chuva que não parava, até às 9h, quando chegou o resto do pessoal (Pedro, André e Jorge). Despachámos as mochilas com uma muda de roupa para vestir no final da prova e como não parava de chover fomos para baixo de um toldo de um café. Já que ali estávamos comemos uma queijada de Sintra. A chuva parou e fomos fazer um ligeiro aquecimento para a zona da partida. Aqui deu para encontrar vários atletas conhecidos da blogosfera (Isa, Pedro e João), alguns deles ainda não os conhecia pessoalmente e foi um prazer (Rute e Vítor). O ambiente era muito descontraído e quase nem demos pela partida.
Aqui dá para ter a noção da subida e
também para ver as árvores caídas.
Os primeiros 4km são sempre a subir pelo meio de Sintra, num percurso muito bonito e onde podemos perceber a força da Natureza, pelo imenso número de árvores caídas. Esse cenário de devastação acompanhou-nos ao longo de quase todo o percurso e deu também para ver o magnífico trabalho feito pela organização da prova na limpeza das estradas para poderem garantir um elevado grau de segurança aos atletas.
Passados esses 4km, o pelotão já está mais alongado e entramos num percurso mais plano (algumas subidas e descidas mas de pouca inclinação). Pensei que a subida anterior ia fazer uma mossa maior nas pernas, mas sentia-me bastante bem e por isso tentei forçar um pouco o andamento, mas estranhei o facto do Vitório vir sempre dois ou três metros atrás de mim. Ele que serve sempre de meu rebocador (principalmente) nas subidas, não estava a conseguir acompanhar. Perguntei-lhe como estava e disse-me que não sentia cansaço, mas pura a simplesmente as pernas não queriam andar.
Sabíamos que ao km 10 iríamos ter uma subida muito complicada e que depois seria sempre a descer até à meta e até essa subida conseguimos manter um ritmo a rondar os 5:30 m/km. Por várias vezes lhe perguntei como ele estava e a resposta era sempre a mesma "Isto hoje não dá. Parece que as pernas não querem mesmo andar. Vai tu embora, que estás bem." ao que eu respondia que após tantas provas em que fui eu a âncora dele, não o ia deixar para trás tão longe do final. Chegados à famosa subida no km 10, ele viu-se mesmo forçado a parar de correr e fizemos metade da subida num passo acelerado mas a andar.
Depois começava a descida de quase 6km que nos levaria até à meta. Tentei novamente forçar o andamento mas ele dizia-me que não dava e para me ir embora. No km 13, depois de muita insistência do Vitório para que me fosse embora, perguntei-lhe se dali para a frente ficava bem. Ele disse que sim e resolvi ir mais rápido.*
A passagem pela meta (foto João Lima)
Pelas contas do meu telemóvel, cortei a meta no Cabo da Roca com 1h31m01s e com 16,40km, o que dá uma média de 5:33m/km (o tempo oficial foi de 1h32m43s para 16,945km o que dá uma média de 5:28m/km).
Depois de recolher a mala com a roupa seca que tinha levado, beber um cházinho quente e comer uma banana, esperámos pelos restantes elementos do grupo e regressámos a Sintra nos autocarros que a organização tinha para o efeito.
A prova é fantástica e ao terminarmos ficamos logo com a certeza de que para o ano queremos lá voltar.
Esta entra diretamente para o primeiro lugar do pódio na minha lista de preferências.

Dados estatísticos (Endomondo):
Distância: 16,400km
Tempo: 1h31m01s
Média: 5:33 m/km





GALERIA

*Esta situação é terrível para os dois e só o facto de termos uma boa amizade e muitos kms de corrida juntos faz com que isso se torne natural. Participamos sempre juntos nas provas, mas essa competição cada um tem consigo próprio e nunca um com o outro. O que está melhor fisicamente, sente-se mal ao deixar para trás o companheiro que vai em dificuldades e tenta incentivá-lo. Quem está pior, também se sente mal, porque sabe que está a "empatar" o outro e que se não fosse isso, o outro conseguiria um tempo bastante melhor.