8 de fevereiro de 2013

Treinos e antevisão de Cascais


No domingo foi dia de ir até à Quinta das Conchas, para um treino convívio com malta amiga em que o objectivo era correr pelo menos uma hora e ao ritmo do elemento mais lento para não deixar ninguém para trás. Foi, por isso, um treino muito descontraído e agradável.
Resumo do treino:

Distância: 13,27km
Tempo: 1h26m12s
Ritmo: 6:30 m/km
Workout

Entretanto era para fazer durante a semana mais dois treinos mas acabei por só conseguir fazer um na terça-feira.

Resumo do treino:

Distância: 10,30km
Tempo: 52m50s
Ritmo: 5:08 m/km
Workout


Domingo é dia dos 20km de Cascais. Será um excelente treino para o grande objectivo que é o de fazer 1h45m na 1/2 Maratona de Lisboa a 24 de Março. Para isso, quero fazer os 20km entre a 1h40m e a 1h45m e depois avaliar com um mês e meio de antecedência o que poderei fazer nos 21,097km. Um dos factores que vai de certeza influênciar a minha prestação de Cascais, vai ser o de amanhã ir (e vir) a Penafiel para jogar futsal. Para além do jogo de futsal que é sempre intenso a nível físico, vou somar 700km de condução. Prometo às minhas pernas que lhes darei descanso no domingo à tarde, se se portarem bem de manhã.
Acho a camisola da prova muito engraçada, por ter o nome de todos os atletas que terminaram a prova no ano passado. Pelo que me disseram, todos os anos é assim, por isso, espero que na edição 31 (2014), o meu nome também esteja lá gravado. :)



29 de janeiro de 2013

XXIII G.P. Fim da Europa

Este domingo realizou-se o XXIII G.P. Fim da Europa. Prova de aproximadamente 17km, que vai do centro de Sintra e até ao ponto mais ocidental da Europa, o Cabo da Roca. Apesar de já ir na sua 23ª edição, a prova não se realizou o ano passado por falta de verbas, mas um grupo de "benfeitores" realizou à mesma um treino que teve uma enorme adesão e que serviu para mostrar à organização desta magnífica prova, que a mesma se pode fazer com menos recursos e que os atletas que lá vão, não o fazem pelos prémios mas sim pela excelência do percurso e das vistas que a mesma proporciona.
Basta uma pequena pesquisa no google sobre esta prova para lerem dezenas de relatos sobre a mesma e comprovarem que a opinião é unânime. Quem vai, só pensa em lá voltar no ano seguinte.
Falando agora da minha prestação.
Pedro, Bruno, André, eu, Jorge e Vitório
O Vitório foi-me buscar e arrancámos para Sete Rios onde íamos esperar pelo Bruno que chegava de comboio às 8h. Chegámos a Sintra às 8.30h e esperámos dentro do carro, devido à forte chuva que não parava, até às 9h, quando chegou o resto do pessoal (Pedro, André e Jorge). Despachámos as mochilas com uma muda de roupa para vestir no final da prova e como não parava de chover fomos para baixo de um toldo de um café. Já que ali estávamos comemos uma queijada de Sintra. A chuva parou e fomos fazer um ligeiro aquecimento para a zona da partida. Aqui deu para encontrar vários atletas conhecidos da blogosfera (Isa, Pedro e João), alguns deles ainda não os conhecia pessoalmente e foi um prazer (Rute e Vítor). O ambiente era muito descontraído e quase nem demos pela partida.
Aqui dá para ter a noção da subida e
também para ver as árvores caídas.
Os primeiros 4km são sempre a subir pelo meio de Sintra, num percurso muito bonito e onde podemos perceber a força da Natureza, pelo imenso número de árvores caídas. Esse cenário de devastação acompanhou-nos ao longo de quase todo o percurso e deu também para ver o magnífico trabalho feito pela organização da prova na limpeza das estradas para poderem garantir um elevado grau de segurança aos atletas.
Passados esses 4km, o pelotão já está mais alongado e entramos num percurso mais plano (algumas subidas e descidas mas de pouca inclinação). Pensei que a subida anterior ia fazer uma mossa maior nas pernas, mas sentia-me bastante bem e por isso tentei forçar um pouco o andamento, mas estranhei o facto do Vitório vir sempre dois ou três metros atrás de mim. Ele que serve sempre de meu rebocador (principalmente) nas subidas, não estava a conseguir acompanhar. Perguntei-lhe como estava e disse-me que não sentia cansaço, mas pura a simplesmente as pernas não queriam andar.
Sabíamos que ao km 10 iríamos ter uma subida muito complicada e que depois seria sempre a descer até à meta e até essa subida conseguimos manter um ritmo a rondar os 5:30 m/km. Por várias vezes lhe perguntei como ele estava e a resposta era sempre a mesma "Isto hoje não dá. Parece que as pernas não querem mesmo andar. Vai tu embora, que estás bem." ao que eu respondia que após tantas provas em que fui eu a âncora dele, não o ia deixar para trás tão longe do final. Chegados à famosa subida no km 10, ele viu-se mesmo forçado a parar de correr e fizemos metade da subida num passo acelerado mas a andar.
Depois começava a descida de quase 6km que nos levaria até à meta. Tentei novamente forçar o andamento mas ele dizia-me que não dava e para me ir embora. No km 13, depois de muita insistência do Vitório para que me fosse embora, perguntei-lhe se dali para a frente ficava bem. Ele disse que sim e resolvi ir mais rápido.*
A passagem pela meta (foto João Lima)
Pelas contas do meu telemóvel, cortei a meta no Cabo da Roca com 1h31m01s e com 16,40km, o que dá uma média de 5:33m/km (o tempo oficial foi de 1h32m43s para 16,945km o que dá uma média de 5:28m/km).
Depois de recolher a mala com a roupa seca que tinha levado, beber um cházinho quente e comer uma banana, esperámos pelos restantes elementos do grupo e regressámos a Sintra nos autocarros que a organização tinha para o efeito.
A prova é fantástica e ao terminarmos ficamos logo com a certeza de que para o ano queremos lá voltar.
Esta entra diretamente para o primeiro lugar do pódio na minha lista de preferências.

Dados estatísticos (Endomondo):
Distância: 16,400km
Tempo: 1h31m01s
Média: 5:33 m/km





GALERIA

*Esta situação é terrível para os dois e só o facto de termos uma boa amizade e muitos kms de corrida juntos faz com que isso se torne natural. Participamos sempre juntos nas provas, mas essa competição cada um tem consigo próprio e nunca um com o outro. O que está melhor fisicamente, sente-se mal ao deixar para trás o companheiro que vai em dificuldades e tenta incentivá-lo. Quem está pior, também se sente mal, porque sabe que está a "empatar" o outro e que se não fosse isso, o outro conseguiria um tempo bastante melhor.

21 de janeiro de 2013

20km - Cidade Universitária

Depois do temporal que esteve no sábado, domingo as coisas iam estar melhores e era altura de voltar a correr. A semana foi de balda e desde domingo passado que não corria.
Falei com o Vitório no sábado para ver se íamos juntos, mas por questões de logística familiar, este fim de semana dava-me jeito ir mais tarde que o habitual e como isso ia atrapalhar os planos dele, decidimos cada um fazer o seu treino. Pensei em fazer 20km para ver como as pernas estão, porque no próximo fim de semana vem aí o G. P. Fim da europa e vão ser 17km muito puxados em termos de percurso. Vi que de casa até ao Estádio Universitário eram cerca de 9km, por isso, com mais uma voltinha por lá e o regresso completava os 20km que tinha planeado.
Saí por volta das 10h e tentei manter um ritmo calmo para não quebrar muito no final. Como ia de phones não tomava muita atenção quando a minha treinadora do endomondo me indicava que tinha completado mais um km. Ia apenas a controlar as horas no relógio e a fazer contas de cabeça. Ao chegar à Cidade Universitária, vi que havia muita gente a correr e até a andar, o que é sempre bom, mas é algo estranho para mim, porque como costumo correr bastante mais cedo, cruzo-me com pouca gente e acho normal o pessoal cumprimentar-se. Com aquela quantidade toda de gente ali seria estranho dizer bom dia a todos os que comigo se cruzaram, para além de nem ter depois fôlego para o resto da corrida.
Já no caminho de regresso, quando estou a chegar à Pontinha, vejo um homem na casa dos 45 anos, com um fato de treino vestido e parado junto ao passeio. Ao passar por ele pergunta-me “Vais para onde?”, “Odivelas.” Respondo eu a pensar “Se calhar é demasiado para ti e não vais querer ir”.
Juntou-se a mim e aí percebi logo que me tinha enganado completamente. Estava ali um verdadeiro atleta. Disse-me que já ia com 1h15m de treino mas como estava a correr sozinho, viu-me ao longe e resolveu parar para me acompanhar. Está a treinar também para a meia-maratona da ponte 25 de Abril e que já a fez muitas vezes. Falou que já não corria há algum tempo e que resolveu voltar agora às corridas. Falámos de muitas provas, que eu quero ir e ele a dizer que já tinha feito essas todas.
Foram 4km em que tive companhia e foi bastante agradável, apesar do ritmo ser bastante elevado, e para o final às conversas do meu companheiro de corrida, eu só conseguia abanar a cabeça e dizer uns “ah, pois”, “sim” e pouco mais. Ao (meu) km 18 seguimos caminhos diferentes e foi a minha sorte, porque acho que aquele ritmo ia cair para o lado antes dos 2km que faltavam. Aproveitei para baixar bastante o ritmo e esses dois últimos kms fiz a 5m41s e 5m32s respetivamente.

Feitas as contas, deu:
Distância: 20,14km
Tempo: 1h43m23s
Média da Passada: 5:08 m/km

15 de janeiro de 2013

Treino dos elevadores de Lisboa


José, Pedro, Hugo, Vitório, eu e Miguel
Durante a semana em conversa com o Vitório, estávamos a pensar ir novamente para Monsanto fazer uns trilhos. Entretanto através do facebook, o Miguel Quintanilha, disse-nos que o grupo Run4Fun estava a organizar um treino que ia percorrer os principais elevadores/ascensores de Lisboa. A ideia pareceu-nos bastante interessante e resolvemos ir. Para além do Miguel, juntaram-se a nós também o Pedro, o Hugo e o José. A organização marcou como ponto de encontro o cimo do Parque Eduardo VII, junto à bandeira nacional e à obra do Cutileiro, às 8h e quando lá chegamos já lá estavam uns quantos "malucos" vestidos de laranja e cheios de boa disposição, apesar do frio que se fazia sentir aquela hora. Um desses "malucos" era o Pedro Carvalho, que aproveitei para apresentar ao Vitório.
Poucos minutos depois já com o grupo bem mais composto, foi tempo da foto da praxe e darem início ao treino.
Foto de grupo antes do treino
Descemos o Parque Eduardo VII e depois a Av. da Liberdade até aos Restauradores, aí virámos para a Calçada da Glória, onde estava o 1º elevador do percurso. (Elevador da Glória)
Calçada da Glória
Cada um fazia a subida ao seu ritmo e depois esperávamos até o grupo estar completo para seguirmos para o próximo "checkpoint".
Daqui descemos a R. São Pedro de Alcântara, R. da Misericórdia e a R. do Alecrim, até chegar à R. de são Paulo, para enfrentar mais um elevador. (Elevador da Bica)
A fazer "pose" para a foto na Calçada da Bica Grande
Adicionar legenda
Depois descemos mais um pouco até ao Largo do Camões e nova paragem para foto de grupo.
No Largo do Camões (Bairro Alto)
Depois fomos em direcção à Rua da Conceição, passamos o Largo da Sé e subimos ao Castelo de São Jorge para nova paragem e a respectiva foto.
Entrada do Castelo de São Jorge
Mais uma descida e a próxima paragem foi o Elevador de Santa Justa.
Elevador de Santa Justa
Subimos a Rua do Carmo (onde cantarolei a música dos UHF com o mesmo nome) e fomos até ao Largo do Carmo, para abastecer no chafariz.
Chafariz do Largo do Carmo
Depois da água do chafariz, seguiu-se o segundo (e para mim o melhor) abastecimento. Ginjinha.
A Ginjinha
Estando ali nas Portas de Santo Antão, a foto junto à sede do "Glorioso", não podia falhar.
Entretanto veio a subida do elevador do Lavra (para mim o mais difícil dos elevadores).
Este senhor foi o último a subir. Mas subiu e desceu 2 vezes. :)
Atravessámos depois o Jardim do Torel e descemos para a Av da Liberdade para regressar ao ponto de partida, no cimo do Parque Eduardo VII.
Depois dos alongamentos, houve direito a bolos caseiros, água e sumos.
Foi uma manhã muito bem passada, em excelente convívio e onde o treino também teve uma importante componente cultural.
Agradecimento a todo o pessoal dos Run4Fun, pela forma como nos "acolheu" e pela constante boa disposição geral. Sem dúvida uma experiência a repetir.
Aqui ficam mais algumas fotos:
A fazer um grande brinde na Ginjinha

O grupo completo no final do treino

Eu, Vitório e Pedro Carvalho

Apanhado pelo Vitório no Chafariz do Carmo


9 de janeiro de 2013

Ida ao Dolce Vita (via Famões)

Ontem fui fazer mais um treino matinal. Já andava a adiar desde domingo, mas o facto da miúda ter estado doente uns dias antes e isso se traduzir em noites mal dormidas, não ajuda a sair da cama às 5.45h para ir correr.
Com o G.P. Fim da Europa no final deste mês, tenho que me preparar (e bem) para as subidas que vou ter que ultrapassar, se não quiser passar mal na Serra de Sintra. Por isso, tenho que sair da minha "zona de conforto" (treinos mais planos) e aventurar-me em subidas e descidas que as minhas pernas reclamam nos dias seguintes. Em vez de andar às voltas pela urbanização (cerca de 2,5km por volta), lembrei-me de um trajeto que o Vitório costuma fazer que passa por minha casa e são 10km. Como de madrugada só posso correr até às 7h, por questões de logística familiar e profissional, esses 10km são a distância ideal para a minha 1 hora de treino (com corrida e alongamentos incluídos).
Saí então de casa, contornei a urbanização e subi em direção a Famões, na rotunda do moinho segui para a Renault e atravessei o Vale Grande, também quase sempre a subir. Como não conheço bem esta zona e de noite tudo aquilo é tudo parecido, andei por lá meio perdido e inclusivé fui dar a uma rua sem saída. Depois cheguei à estrada que vai de Caneças para a Pontinha (Rua Liberdade) e aí já estava à vontade. Depois do Lidl, voltei à direita e fui ter à zona do Dolce Vita. Apartir daqui foi sempre a descer até junto aos bombeiros da Pontinha, terreno plano até ao Strada (antigo Odivelas Parque) e 1km final de subida no regresso a casa.
Resumo do treino:
Distância: 10,03km
Tempo: 52m06s
Média da Passada: 5:12 m/km


 

6 de janeiro de 2013

Baptismo de Trail (treino)

Ontem fiz o primeiro treino de 2013.
Na sexta-feira o Vítório (que recentemente também se rendeu à blogosfera)  ligou-me a perguntar se queria ir correr sábado na zona de Odivelas. Respondi-lhe "E se fossemos até Monsanto? Era uma boa ideia para estrear os meus Trabuco". Já podia adivinhar a resposta. Aficionado como ele está a ficar em relação ao trail, não ia perder uma oportunidade destas. :)
Como combinado, às 7:30h ele estava à minha porta e seguimos viagem até ao Parque Florestal de Monsanto. Estacionámos na entrada Este do parque, e iniciamos a nossa corrida no primeiro trilho que vimos. A ideia era fazer +/- 10km. Evitámos sempre os caminhos mais largos em gravilha e fomos sempre à aventura, sem nenhum trajecto pré-definido. Quando chegávamos a uma rua principal ou cruzávamo-nos com uma estrada tentávamos orientar-nos para saber onde andávamos. Nos trilhos mais estreitos tentei sempre ir à frente para ao chegarmos a um cruzamento ter opção de escolha no caminho a seguir, porque quando vai o Vitório já sei que havendo dois caminhos possíveis  ele escolhe o que é a subir. :)
Durante a corrida passámos por locais espectaculares e fiquei com pena de não ter levado máquina fotográfica (para a próxima não falha). Com o frio que estava ao início, aquele ar puro até parecia que fazia doer o peito, mas depressa passou.
Monsanto é um local para voltar bastantes vezes. Pela quantidade de trilhos que tem, por mais vezes que se corra lá acho que é difícil repetirmos o mesmo trajeto.


Resumo do treino:

Distância: 11,30km
Tempo: 1h11m09s
Média da Passada: 6:17 m/km



1 de janeiro de 2013

Balanço 2012 e objetivos 2013

2012 foi o ano em que descobri o prazer da corrida. Fiz coisas que nunca imaginei fazer e que se alguém me tivesse dito, eu iria chamar-lhes malucos. "Eu, correr? Não, isso não é para mim. Se tiver uma bola tudo bem, tirando isso, esquece." Foi sempre este o pensamento até Abril de 2012. Entretanto fui apanhado por este "virús". Não vou aqui explicar como é, porque não vale a pena. Quem corre sabe bem do que falo, quem não corre comece a correr ou então nunca compreenderá.
Em jeito de resumo, aqui fica:
Resumo 2012 (Clicar para aumentar)
As 62 corridas dividem-se em 10 provas e 52 treinos.

Objetivos para 2013
Os principais serão:
- Correr mais do que em 2012 (não deve ser difícil porque em 2012 só comecei em Abril e corri sempre pouco)
- Correr 1000 kms (dará uma média de 83,3km por mês. Tendo em conta que a média de 2012 foi de 55,7km, vai ser uma grande diferença.
- Correr a Meia Maratona da Ponte 25 de Abril (24 de Março)
- Correr a Corrida da Liberdade (Pontinha-Restauradores no dia 25 de Abril)

Depois há também:
- Estreia numa prova de trail
- Tentar melhorar alguns recordes pessoais
- Repetir provas de que gostei bastante
- Participar em provas que em 2012 ainda não estava preparado para fazer (Corrida das Lezírias, Corrida dos Sinos e Corrida das Fogueiras, entre outras).

Penso que será mais ou menos isto. Não quero traçar objectivos muito ambiciosos porque há coisas que não podemos controlar como as lesões ou algum imprevisto que impeça  a concretização de alguns deles.